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Conteúdo publicado há
10 meses

Se é seguro ir no restaurante da cidade, é seguro fazer o Enem, diz Lopes

Do UOL, em São Paulo

14/01/2021 16h41

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, defendeu hoje a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em meio à pandemia do novo coronavírus. Em declaração ao UOL Entrevista, ele afirmou que é seguro que os alunos se desloquem para o Enem. A conversa foi conduzida pela repórter Ana Carla Bermúdez e pelo colunista Chico Alves, do UOL.

"Se você for nas cidades, shoppings, bares e restaurantes estão abertos. As autoridades dizem que se você seguir o protocolo de segurança pode ir. Se há o entendimento que para certas atividades cumprindo protocolos você tem segurança, a gente entende que com os nossos protocolos é seguro fazer a prova do Enem", afirmou Lopes.

Segundo ele, o Inep tem capacidade para garantir a segurança dentro das salas de aula. "São 14 mil escolas, 200 mil salas de aula, mais de 1700 municípios. Não são 5,6 milhões de pessoas fazendo provas no mesmo lugar. É uma pulverização no Brasil inteiro", disse. "O Enem tem um rigor muito grande. Se o aluno tirar a máscara, que não for para se alimentar ou tomar água, ele está eliminado e será retirado da escola. Essa tranquilidade que quero dar aos jovens: nós cuidamos do planejamento e da preparação para garantir uma prova segura".

Lopes ainda afirmou que o Inep procurou especialistas para desenhar o planejamento deste ano. "Conversamos com entidades como a Fiocruz, houve um processo com a equipe técnica do Inep para construir um protocolo de segurança de aplicação", garantiu. "Se não for possível distribuir os alunos numa mesma cidade com segurança, eles terão que fazer na cidade mais próxima. Estamos pedindo a todos os prefeitos para garantir, nos dias de prova, uma quantidade de ônibus, trens e metrôs que permita que os jovens possam se deslocar com segurança e com o distanciamento necessário".

Adaptações do Enem 2020

Segundo Lopes, neste ano foram definidos protocolos de segurança para a realização da prova do Enem. A primeira medida é a antecipação da abertura dos portões —agora, estudantes poderão entrar no prédio 30 minutos antes do habitual.

"O aluno tem mais tempo para chegar e ir ao local de prova. Com isso, diminuímos aglomerações no início da prova", explicou o presidente do Inep. "Se no ambiente da escola o uso de máscara é obrigatório e ele tem que se dirigir diretamente ao local de prova, não vai poder ficar aglomerando".

Outra mudança é na hora da identificação. Agora, o procedimento é realizado do lado de fora da escola "para garantir que só entra na sala a pessoa que realmente vai fazer a prova naquela sala, preservando o trabalho de higienização", disse Lopes.

Dentro do local de prova, os alunos encontram uma marcação no chão que garante o distanciamento entre os candidatos. Cada prova passa por uma higienização "especial", segundo Lopes, antes de chegar nas mãos dos alunos.

"Para as pessoas que têm direito a um atendimento especializado, haverá pessoas esperando na porta para dar o tratamento diferenciado e os levar até as salas especiais de aplicação", enfatizou o presidente do Inep. O atendimento especializado é solicitado no momento da candidatura ao Enem e pode ser usado, por exemplo, por lactantes.

No dia da prova, os estudantes podem levar mais de uma máscara. Álcool em gel será distribuído dentro das escolas e o Inep promete uma limpeza reforçada em áreas comuns, como banheiros e corredores.

"O protocolo do Enem é muito rígido. Se o aluno conversar, será eliminado. Se tirar a máscara, e não for para alimentar ou beber água, será eliminado", ressaltou Lopes. "Estou tranquilo, acho que tomamos todas as medidas necessárias e tenho pleno confiança na equipe técnica do Enem".

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