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Mais de 300 escolas municipais de SP estão em greve, diz sindicato

Professores da rede municipal de ensino no início da greve da categoria em fevereiro deste ano - Suamy Beydoun
Professores da rede municipal de ensino no início da greve da categoria em fevereiro deste ano Imagem: Suamy Beydoun

Ana Paula Bimbati

Do UOL, em São Paulo

22/04/2021 14h38

Desde o início de fevereiro, professores e profissionais da Educação das escolas municipais de São Paulo estão em greve. Segundo o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), uma das entidades que representa a categoria, pelo menos 314 escolas têm funcionários que aderiram à paralisação. A prefeitura não confirmou nem desmentiu o número.

No levantamento feito pelo sindicato, ao qual o UOL teve acesso, 33 escolas estão com 100% do quadro de funcionários em greve. Outras 67 têm de 90% a 99% dos funcionários com atividades paradas.

Segundo João Gabriel Guimarães Buonavita, vice-presidente do Sindsep, é difícil indicar o número exato de escolas e profissionais em greve, pois a entidade não têm acesso aos dados das unidades da rede conveniada, nem das escolas que estão fechadas devido a casos de covid-19. No total, a rede conta com 4 mil escolas.

A reivindicação da categoria é por melhores condições sanitárias para o retorno das aulas presenciais. "Não somos a favor do homeschooling, nem da transferência total das atividades remotas, somos a favor das aulas presenciais, mas quais condições temos? Estamos enfrentando o pior período da pandemia", disse o vice-presidente do Sindsep.

Os sindicatos decidiram pela paralisação antes do primeiro retorno presencial das aulas em 2021, no dia 15 de fevereiro. Pouco depois de um mês, a gestão de Bruno Covas (PSDB) decidiu antecipar o recesso escolar de julho para 17 de março até 5 de abril. Em 12 de abril, com a retomada de todo o estado de São Paulo para fase vermelha do Plano São Paulo, as escolas municipais foram liberadas para reabrir.

A estrutura das unidades, segundo o Sindsep, não é segura para profissionais e alunos. "Nem todos os bebedouros são adequados, com distanciamento, e muitos prédios foram construídos sem nenhum referencial de circulação de ar", afirmou o vice-presidente do sindicato.

As diretorias regionais de educação do Butantã, Campo Limpo e Capela do Socorro lideram a porcentagem de maior adesão à greve com 73%, 72% e 76%. Já São Mateus e São Miguel têm a menor adesão com 46% e 29%, respectivamente.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que a média diária de faltas é de 5%. A pasta se restringiu a dizer que 5,9% dos profissionais da rede não compareceram às aulas na terça-feira (20). "As faltas serão descontadas, de acordo com a legislação", concluiu.