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8 meses

PF apura superfaturamento de R$ 130 mi em contratos de gráfica do Enem

A Polícia Federal investiga um esquema criminoso que superfaturou R$ 130 milhões entre as edições do Enem 2010 e 2018 - ADAILTON DAMASCENO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A Polícia Federal investiga um esquema criminoso que superfaturou R$ 130 milhões entre as edições do Enem 2010 e 2018 Imagem: ADAILTON DAMASCENO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo*

07/12/2021 08h41Atualizada em 08/12/2021 16h07

A Polícia Federal deflagrou hoje operação contra um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que organiza o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os crimes aconteceram entre 2010 e 2018. Segundo a Folha de S.Paulo, a organização também investiga contratos firmados entre janeiro e fevereiro de 2019.

Segundo a investigação, uma gráfica contratada para a impressão das provas do Enem e servidores públicos do Inep superfaturaram R$ 130 milhões por meio de contratos. A organização criminosa, diz a PF, tem o envolvimento de empresários, funcionários das empresas envolvidas e servidores públicos.

A PF diz que o enriquecimento ilícito só de servidores do Inep chegou a R$ 5 milhões. Os contratos com a empresa investigada foram feitos sem "observar as normas de licitação".

No período, entre 2010 e 2018, a empresa recebeu R$ 728,6 milhões dos cofres públicos. No total, o pagamento às empresas foi de R$ 880 milhões —deste montante, a PF estima que R$ 130 milhões foram superfaturados.

A Operação Bancarrota foi feita em conjunto com a Controladoria-Geral da União. Estão sendo cumpridos 41 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro.

A Justiça Federal determinou o sequestro de R$ 130 milhões das empresas e pessoas físicas envolvidas na investigação.

Os envolvidos podem ser acusados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, crimes da lei de licitações e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas ultrapassam 20 anos de reclusão.

*Com Estadão Conteúdo