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Professores estão em greve em pelo menos 89 instituições federais; paralisação completa 50 dias amanhã

Suellen Smosinski

Do UOL, em São Paulo

06/07/2012 06h00

A greve dos docentes de instituições federais começou no dia 17 de maio com a adesão de entidades filiadas ao Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior). Hoje, quase 50 dias depois, pelo menos 53 das 59 universidades federais são afetadas pela paralisação, além de 36 institutos de educação básica, profissional e tecnológica. Servidores técnico-administrativos e estudantes também estão em greve.

A paralisação nacional tem adesão de entidades filiadas ao Andes-SN, ao Proifes-Federação (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), ao Sinasefe e à Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-administrativos das Universidades Brasileiras).

Saiba quais instituições aderiram à greve

Norte
Ufac (Universidade Federal do Acre)
UFRR (Universidade Federal de Roraima)
Unir (Universidade Federal de Rondônia)
UFPA (Universidade Federal do Pará), campi Central e Marabá
Ufra (Universidade Federal Rural da Amazônia)
Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará)
Ufam (Universidade Federal do Amazonas)
Unifap (Universidade Federal do Amapá)
UFT (Universidade Federal do Tocantins)
Nordeste
UFC (Universidade Federal do Ceará)
Unilab (Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira)
UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)
Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco)
UFPI (Universidade Federal do Piauí)
Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido)
UFPB (Universidade Federal da Paraíba)
UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), campi central, Patos e Cajazeiras
UFMA (Universidade Federal do Maranhão)
Ufal (Universidade Federal de Alagoas)
UFS (Universidade Federal de Sergipe)
UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Centro-Oeste
UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul)
UnB (Universidade de Brasília)
UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados)
UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), campi Central e Rondonópolis
UFG (Universidade Federal de Goiás), campi Catalão, Jataí, Goiânia e Cidade de Goiás
Sudeste
UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
UFABC (Universidade Federal do ABC)
Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)
UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora)
Unifal (Universidade Federal de Alfenas)
UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)
UFU (Universidade Federal de Uberlândia)
UFV (Universidade Federal de Viçosa)
Ufla (Universidade Federal de Lavras)
Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto)
UFSJ (Universidade Federal de São João del Rei)
UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)
Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)
UFF (Universidade Federal Fluminense)
UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Cefet-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro)
Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo)
Sul
UFPel (Universidade Federal de Pelotas)
UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul)
Unipampa (Universidade Federal do Pampa)
Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana)
UFPR (Universidade Federal do Paraná)
UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
Furg (Universidade Federal do Rio Grande)
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)
  • Fonte: Andes-SN e sindicatos

De acordo com o Ministério do Planejamento, uma nova reunião com os representantes dos docentes ainda não foi marcada por “falta de agenda” e não deve acontecer antes do final de julho. O órgão disse que a pauta dos professores é importante, mas afirmou que está negociando com mais de 30 entidades sindicais e que não é possível privilegiar uma agenda em função da outra.

Para Luiz Henrique Schuch, vice-presidente do Andes, o movimento já começou forte e só se amplia. “A inércia do governo em se movimentar no processo está fazendo a extensão do movimento de greve ir para vários setores. Hoje, na educação, quase todos os setores estão parados - servidores, professores de institutos, centros, colégios, além dos estudantes, inclusive de pós-graduação”, disse.

Segundo o presidente do Proifes, Eduardo Rolim, a entidade esperou até o dia 31 de maio, pois era um prazo estipulado pelo governo para negociação. Com a falta de propostas concretas, os professores filiados ao Proifes também começaram a entrar em greve. “Essa greve envolve muitos fatores, não só o salarial. Nós temos uma grande expansão das universidades, principalmente para o interior, que muitas vezes não tem tantas condições. Não somos contra a expansão. Nós defendemos a expansão, só que com qualidade, acompanhada de melhores condições para os docentes”, afirmou Rolim.

Questionado pela reportagem, o MEC (Ministério da Educação) não respondeu às críticas sobre expansão.