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Após cortes, UFRJ suspende manutenção externa e limita viagens de campo

Panorâmica do edifício Jorge Machado Moreira que abriga EBA, FAU, Ippur e Reitoria da UFRJ - Divulgação
Panorâmica do edifício Jorge Machado Moreira que abriga EBA, FAU, Ippur e Reitoria da UFRJ Imagem: Divulgação

Alex Tajra e Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

04/09/2019 17h47

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) terá de racionar serviços como celulares para cargos da reitoria, viagens de alunos da graduação para estudos de campo e serviços de manutenção externa para conseguir manter seu funcionamento após os cortes estipulados pelo ministério da Educação. A instituição anunciou hoje um pacote de seis medidas para conseguir contornar o contingenciamento de gastos.

Conforme a própria universidade, o valor congelado pelo MEC passa de R$ 145 milhões, o que representa 44% do orçamento para custeio da universidade (manutenção, limpeza, alimentação, etc). Já em relação aos investimentos, os cortes chegam a 86% do orçamento. Neste caso, quase R$ 8 milhões, que poderiam ser destinados à aquisição de novos equipamento e obras de infraestrutura, estão bloqueados pelo ministério.

Entre os racionamentos estipulados pela universidade estão ainda a "redução do quadro de auxiliares de processamento de dados" e uma nova licitação para transportes de ônibus dentro do campus Cidade Universitária, "para atender à conjuntura orçamentária". De acordo com o comunicado da UFRJ, "novas medidas ainda estão em estudo e serão anunciadas em breve."

Em relação à suspensão do uso de telefones celulares, funcionários que ocupam cargos de representação da reitoria, das pró-reitorias, decanias e unidades terão de devolver os aparelhos.

O uso de veículos oficiais também sofrerá um racionamento. Segundo a universidade, contratos de motoristas terceirizados não serão renovados e os que estão vigentes serão reduzidos. Todos os motoristas de carreira serão realocados para a Prefeitura Universitária, e os veículos oficiais de passeio serão recolhidos.

Em um comunicado do começo de agosto, a universidade informou que estava mantendo seus contratos com, em média,"dois meses de pagamentos em atraso."