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Tensão, nervoso, insônia? Não pegue "outubrite" na reta final do Enem 2019

Luiza de Godoy Gomes está prestando seu segundo ano de Enem para medicina - Arquivo pessoal
Luiza de Godoy Gomes está prestando seu segundo ano de Enem para medicina Imagem: Arquivo pessoal

Guilherme Botacini

Colaboração para o UOL, de São Paulo

08/10/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Especialistas dizem que não dá para fugir da ansiedade na reta final
  • Por isso é importante relaxar e manter o planejamento
  • Dormir bem é essencial, assim como reconhecer a evolução nos estudos

Outubro é um mês tenso para os vestibulandos. Falta pouco para começar a maratona de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2019 e das maiores universidades públicas e privadas do país. O nervosismo dos candidatos vai às alturas. Gastrite, tensão, insônia, mau humor: como controlar os sintomas da chamada "outubrite" e chegar bem às provas?

"O mais importante é entender que não dá para fugir da ansiedade. A tensão faz parte desse período e pode ser até positiva, ajudando o estudante a ficar mais atento", diz Mayra Santos Temperine, do Serviço de Atendimento Psicológico do Curso Anglo, em São Paulo.

Segundo a psicóloga, nessa fase próxima à prova, o ideal para controlar a ansiedade é manter uma rotina de estudo, mas também de relaxamento e lazer. "O estudante sente que está perdendo tempo quando não está estudando. Ele quer dar um gás na reta final, mas é justamente quando também sente uma queda de energia, o que é natural para quem passou um ano inteiro estudando", afirma.

Concentre-se e respire

O cuidado com a mente e o corpo é parte da estratégia de Luiza de Godoy Gomes, 18, que está prestando seu segundo ano de Enem para tentar uma vaga em cursos de medicina. Para ajudar a lidar com a pressão, depois de passar por um primeiro ano estressante como vestibulanda, ela conta com acompanhamento psicológico, faz exercícios físicos e escuta música enquanto estuda.

Paula dos Santos Faria, professora de geografia e coordenadora do Cursinho Vladimir Herzog, no Grajaú - Arquivo pessoal
Paula dos Santos Faria, professora de geografia e coordenadora do Cursinho Vladimir Herzog, no Grajaú
Imagem: Arquivo pessoal
Recentemente, Luiza começou a fazer ioga. "É muito relaxante para a mente e parece que você se torna mais consciente do seu próprio corpo", conta.

Todo exercício físico é bem-vindo, mas os de concentração e respiração são os mais indicados para esse momento. "Parar uns minutos e se concentrar no próprio corpo, perceber as tensões nos ombros, nas costas, nas mandíbulas, entre as sobrancelhas. Isso ajuda tanto no momento do estudo e da prova, como para combater a insônia. Dormir bem é imprescindível", lembra Temperine.

A psicóloga explica que esse não é o momento de fazer mudanças bruscas no ritmo dos estudos nem de interromper atividades físicas e de lazer.

"Mantenha um bom tempo de sono na sua rotina. Use os finais de semanas para descontrair e continue estudando com planejamento. Reconecte-se com o percurso que fez ao longo do ano, faça uma retrospectiva, lembre-se que você já vem estudando e investindo nisso há um tempo", diz.

Confie na sua trajetória

Outra dica para fugir do pânico pré-vestibular é não ficar se comparando com os colegas e confiar no conhecimento adquirido ao longo dos anos. "É muito mais saudável estar ciente do seu percurso. Faça-se as perguntas: como estou em relação ao ano passado? Em que melhorei? O que aprendi de novo? Reconheça a evolução que teve", diz Temperine.

Retirar esse fator competitivo do exame é uma das estratégias adotadas pelo Cursinho Vladimir Herzog, que fica no Grajaú, zona sul de São Paulo, e integra a Rede Emancipa de cursinhos populares.

O cursinho funciona aos sábados, no Centro Educacional Unificado (CEU) Vila Rubi, onde, além de frequentar aulas, os alunos participam de rodas de discussão, chamadas de "Círculos", em que são discutidos temas atuais a cada semana. Segundo Paula dos Santos Faria, professora de geografia e coordenadora do cursinho, esse espaço se torna um lugar para falar sobre sentimentos e para socializar.

"Com o passar dos meses, os alunos ficam mais à vontade nos Círculos e falam mais sobre o que sentem. Se quiserem um ombro para chorar, tudo bem. O espaço que prepara para o vestibular também é de confraternização. Sempre dizemos que lá não tem concorrente", afirma Faria.

Ela, que hoje cursa geografia na USP (Universidade de São Paulo), é ex-aluna do Cursinho Vladimir Herzog. Em 2015, quando estudava num cursinho diário, não passou no vestibular e conta ter ficado "arrasada". Em 2016, estudava por conta própria, com a ajuda de materiais e cursos online, e aos sábados tirava dúvidas, reforçava conteúdos e trocava ideias no cursinho popular.

"Falamos muito sobre o que é o vestibular, porque entendemos ele como um filtro social. Por isso, reforçamos para os alunos que não é o fim do mundo se eles não passarem e que, no ano que vem, estarão mais preparados", conta a professora.

Veja dicas para a véspera e para o dia da prova do Enem

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