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Conteúdo publicado há
1 mês

SP anuncia ampliação de aulas presenciais em agosto e 3 milhões de testes

Ana Paula Bimbati e Rayanne Albuquerque

Do UOL, em São Paulo

16/06/2021 12h57Atualizada em 16/06/2021 14h08

A partir de agosto, as escolas públicas e privadas do estado de São Paulo poderão escolher a quantidade de alunos que receberão presencialmente. A mudança foi anunciada hoje pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB) durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. Hoje, o limite de estudantes que elas podem atender por dia é de 35%.

O governo de SP vai ampliar a retomada das aulas presenciais agora em agosto. Neste novo plano, a partir de agosto cada escola deverá determinar a capacidade de acolhimento total dos alunos, de acordo com a sua realidade. E, claro, desde que sejam respeitados todos os protocolos [sanitários]."
João Doria, governador de São Paulo

Além do uso de máscaras, as escolas precisarão elaborar um plano de retorno que inclui os protocolos sanitários contra a covid-19.

Cada unidade deverá cumprir os protocolos de limite de presença — cujo cálculo passa a levar em consideração a capacidade física das escolas, e não mais o número de matrículas — e o distanciamento físico — reduzido de 1,5 metro para 1 metro entre as pessoas, seguindo recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Nós temos escolas que têm capacidade física para 3 mil alunos, mas têm apenas 350 alunos matriculados. Essa escola poderá estar com 100%, porque certamente ela consegue um metro de distanciamento", projetou Rossieli.

Naquela escola em que a sala de aula não conseguir o distanciamento de 1 metro, fará o distanciamento se necessário. E digo se necessário, pois tomamos que em agosto decidimos como não obrigatório a volta às aulas. As famílias ainda poderão optar [...] Em junho e julho, estaremos olhando as condições epidemiológicas", afirmou.
Rossieli Soares

Apresentação do plano de retomada de aulas presenciais em São Paulo - Reprodução - Reprodução
Apresentação do plano de retomada de aulas presenciais em São Paulo
Imagem: Reprodução

"Escolas abertas de forma segura é fundamental [...] É importante a gente lembrar: a escola é um espaço que busca garantir o aprendizado, a socialização, a construção desse futuro com a proteção social. A escola para crianças é o espaço que faz com que todo esse conjunto possa ser dado a todas elas [...] Todo o esforço que fizemos não vai substituir nunca a escola presencial", prosseguiu o secretário.

Segundo Doria, foram adquiridos 3 milhões de testes de covid-19, que serão destinados aos profissionais da educação e aos estudantes da rede pública estadual. A aplicação ocorrerá em parceria com as secretarias municipais de Saúde. As ações envolverão o teste de casos sintomáticos e dos que tiveram contato com dois ou mais pessoas contaminadas, além do monitoramento apelidado como "sentinela".

Na perspectiva do secretário, quanto mais tempo as escolas permanecerem fechadas, maior será o déficit educacional.

Fizemos uma pesquisa (em 2019) sobre as competências sócio emocionais e mostramos que os alunos do 6º ao 9º ano tem menos habilidades sócio emocionais desenvolvidas. Se isso aconteceu antes da pandemia, imagine o que eles terão durante e depois dessa pandemia? A escola que vai estar ali para desenvolver essas competências sócio emocionais. A gente precisa apoiar os alunos
Rossieli Soares

Histórico do retorno presencial em SP

A mudança já era estudada pelo governo de João Doria (PSDB). No começo do mês passado, durante a divulgação do boletim epidemiológico, Rossieli adiantou que a pasta planejava acabar com o índice de capacidade percentual para autorizar as escolas a receerem alunos de acordo com as suas estruturas.

Desde abril, as escolas do estado de São Paulo estão autorizadas a receber seus alunos. Em março, Doria chegou a publicar um decreto que torna a educação atividade essencial e, com isso, as escolas podem funcionar independente da fase do Plano São Paulo.

O tema de aulas presenciais sofre embates desde o ano passado. Professores temem ser contaminados com o coronavírus. Nas escolas privadas, educadores e alunos pressionam os colégios contra atividades presenciais.

O primeiro retorno após o fechamento das escolas, em março do ano passado, foi em setembro. Em novembro, o governo autorizou as aulas presenciais para alunos do Ensino Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos). Em 2021, o ano letivo começou em fevereiro, mas com o avanço da pandemia, as escolas ficaram abertas apenas para alunos vulneráveis.

Em abril, Doria anunciou então o início da vacinação dos profissionais da área e o retorno das aulas. Apesar de falar que as atividades presenciais não dependem da vacinação da categoria, a ampliação ocorre após a autorização de imunização para todos os funcionários.