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Chefe de gabinete do Inep é exonerado

Alexandre Peixoto, então chefe de gabinete do Inep, ao lado do presidente do órgão, Danilo Dupas  - Luís Fortes/MEC
Alexandre Peixoto, então chefe de gabinete do Inep, ao lado do presidente do órgão, Danilo Dupas Imagem: Luís Fortes/MEC

Ana Paula Bimbati

Do UOL, em São Paulo

15/09/2021 12h07Atualizada em 15/09/2021 12h38

Após quatro meses no cargo, Alexandre Bastos Peixoto foi exonerado da chefia de gabinete do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Ele foi convidado pelo presidente do órgão, Danilo Dupas Ribeiro, em maio deste ano a ocupar o cargo.

Segundo informações publicadas no Diário Oficial, Peixoto será substituído por Álvaro Luís Kohn Parisi. O Inep, porém, não divulgou seu currículo, nem o motivo de mais uma mudança interna.

O então chefe de gabinete é servidor no governo federal desde 2002. Antes de ocupar o cargo, teve passagens pela Secretaria Nacional de Proteção Global do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e na subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República.

O Inep é responsável pela elaboração do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e outras avaliações educacionais no país. É um órgão importante na produção de dados relacionados a educação.

Mudanças internas

Essa não é a primeira dança das cadeiras no Inep. Em abril, por exemplo, quatro servidores entregaram pedido de afastamento ao órgão após a demissão da coordenadora-geral de Avaliação dos Cursos de Graduação de Instituições de Ensino Superior, Sueli Macedo Silveira.

A Assinep (Associação de Servidores do Inep) vem desde o início do ano alertando sobre as sucessivas trocas de comando na autarquia.

"O quadro de gestores do Inep é escolhido, direta ou indiretamente, pelo ministro da Educação, que acaba dando direcionamento e definindo prioridades diretamente influenciadas pelas escolhas de cada governo. Isso leva o instituto a mudar de rumos estratégicos e operacionais a cada troca de gestão", disse a associação em um dos comunicados.