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Universidades terão autonomia para indicar seus reitores, diz Lula

Lula participou de um encontro com reitores, que aconteceu na Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais - RICARDO STUCKERT
Lula participou de um encontro com reitores, que aconteceu na Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais Imagem: RICARDO STUCKERT

Do UOL, em São Paulo

11/05/2022 13h36

O ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse hoje que as universidades federais terão autonomia para indicar seus reitores, caso ele seja eleito.

Lula participou de um encontro com reitores, que aconteceu na Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Em discurso majoritariamente sobre educação, ele criticou as políticas educacionais do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo as escolhas de reitores por motivos ideológicos.

Porque quem tem que indicar o reitor não é o presidente da República. Quem sabe quem é bom é quem está lá dentro da universidade, portanto vai votar a tal da autonomia. Inclusive com autonomia financeira, para que nós possamos fazer a revolução que nós queremos sonhar nesse país.
Luiz Inácio Lula da Silva em evento com reitores de universidades

Lula também aproveitou a ocasião para mais uma vez chamar Bolsonaro de mentiroso: "Você disse que o orçamento (da universidade) é metade do que era em 2015. Muitas coisas são metade do que eram em 2015. A única coisa que está o dobro do que era é a safadeza, a desfaçatez e a quantidade de mentiras que conta o atual ocupante do cargo de presidente da República".

O petista comentou que esperava uma reação maior da comunidade acadêmica frente às medidas do governo Bolsonaro: "Eu às vezes falo pro [ex-ministro da Educação] Aloísio Mercadante 'os reitores estão brigando pouco, os estudantes estão brigando pouco. Eles estão desmontando tudo o que foi feito'."

Finalmente, Lula argumentou que em seu governo, ao indicar reitores para universidades federais ele considerava a opinião da comunidade acadêmica e defendeu que se for eleito novamente, vai implantar a autonomia para que o presidente não interfira nessa escolha.

"Vocês sabem que eu nunca perguntei se um reitor é de um partido político ou de outro. Vocês sabem que eu nunca perguntei se ele é católico ou evangélico, qualquer religião", disse. "Nunca perguntei se é corintiano - eu preferia que fosse corintiano, mas se não for não tem problema", continuou brincando.