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Aulas inspiradoras

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Leo Fraiman

Leo Fraiman

Leo Fraiman é psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, adotada atualmente por mais de 150 escolas em todo o Brasil, e também do livro "Como Ensinar Bem", pela Editora OPEE, além de outros títulos publicados nas áreas de Orientação Profissional, Familiar e de Educação. Site: leofraiman.com.br

2014-10-23T08:00:00

23/10/2014 08h00

A postura do educador influencia na motivação de seus alunos e em seu impacto na comunidade, através das aulas e da unidade de visões com a instituição.

Somos seres biopsicossociais e nos mostramos como nos mostramos diante de um contexto que nos inspira, ou nos pira. Em ciências humanas, nada pode ser entendido como “todo mundo”, “ninguém” ou “nunca”, pois essa atitude generalizadora não leva em conta o ser como indivíduo. É por isso que dizemos que não há determinismo nesse campo de conhecimento.

E a sua aula? Ela produz o quê em seus alunos? Na mesma escola em que certos professores saem da sala de aula cabisbaixos, pois “nada funciona” e “eles (alunos) não querem nada com nada”, há sempre alguns educadores que se comprometem de uma maneira diferente e que conseguem criar relações sadias e produtivas com os (mesmos) alunos e estes educadores saem com uma sensação boa no peito, de que são importantes, que suas matérias são assimiladas e que sua vida tem valor. Ora, na mesma escola acontecem fenômenos tão diferentes, por quê? Pois não são os mesmos alunos. Uns são ´pirados´, outros inspirados. O que nos interessa é encontrar caminhos para alcançarmos a excelência em nossas aulas.

Temos compromisso ainda com a ética, com o desafio de promover o bem comum, resguardar valores humanos para todos, respeitando as diferenças e a harmonia da sociedade. Isso implica usar de firmeza e afetividade em equilíbrio, ter o empreendedorismo como um valor inegociável e buscar ser um líder exemplar, inspirador.

Afinal de contas, quando uma aula não se mostra produtiva, quando a escola não conseguem bons resultados, de nada basta dizer para os alunos coisas como: “Eu já passei no vestibular, se vocês não querem aprender, problema de vocês”. “Aula dada, pessoal, azar de vocês... se não colaboram, estou pouco me lixando”. Pois não somente os alunos perdem, como seus pais também saem prejudicados por terem confiados numa escola que a traiu em suas expectativas e necessidades e a sociedade como um todo receberá pessoas despreparadas para a vida e para o mercado de trabalho. E o mais prejudicado é o próprio educador. Pois quando as coisas vão mal, eles acabam tendo que conviver muitas de suas horas de vida em um ambiente que se mostra insalubre e triste, no lugar de feliz e animado.

Fica claro então que a comunidade também deve estar entre nossos compromissos principais. A partir de nossa unidade de visões, propósitos, metas e ações cotidianas, podemos promover a sustentabilidade de nossos valores e formar uma comunidade social e profissional. E, a partir da força de nossa comunidade, impactar a sociedade como um todo. As atitudes que levam a isso são: compartilhar dados, fotos, pesquisas, leituras e práticas bem-sucedidas; oferecer e pedir apoio; aprender com os pares; e, se preciso, ajudá-los.

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