Cultura Brasileira

Cuca: Algumas versões do bicho-papão

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

(Atualizado em 15/08/2013, às 14h13)

Os versinhos são muito conhecidos: "Nana, nenê,/ que a Cuca vem pegá/, mamãe foi na roça,/ papai já vem já". Ou ainda: "Vai, Cuca, sai daqui/ para cima do telhado/ deixa o menino/ dormir sossegado". As cantigas infantis e as canções de ninar também fazem parte do nosso folclore.

A Cuca, personagem das duas quadrinhas, é uma versão feminina do bicho-papão, nome genérico de uma criatura imaginária que pega as criancinhas que se recusam a dormir. O geógrafo e historiador Teodoro Sampaio (1855-1937) diz que "cuca" designa uma coruja. Pode ser este o bicho agourento que deu origem ao personagem Cuca, presente em várias cantigas infantis.

Monteiro Lobato aproveitou o personagem em seu livro "O Saci", que trata de vários personagens do folclore brasileiro. Na obra de Lobato, a Cuca tem cara de jacaré e dorme uma noite a cada sete anos. Quando ela fica brava, solta seu urro de raiva que pode ser ouvido a 10 léguas de distância. Um dia ela raptou e encantou Narizinho. Com ajuda do Saci, Pedrinho conseguiu o fio de cabelo de uma Iara e quebrou o encanto.

Além da Cuca, um outro papão está presente em muitas canções de ninar, conforme ensina o folclorista Luís da Câmara Cascudo: o Tutu, ou Bicho-Tutu, que também é conhecido como Tutu-Marambá, Tutu-Zambeta ou Tutu-do-Mato.

Outro personagem usado para assustar crianças e conter suas travessuras é a Cabra-Cabriola que, apesar do nome, não é uma cabra. É um monstro horrível, com uma boca enorme e dentes agudíssimos, que solta fogo pelos olhos e pelas narinas. A Cabra-Cabriola vagueia pela noite, invade casas e devora as criancinhas que encontra pela frente.

Há ainda mais uma criatura do folclore que tem nas criancinhas - ou em parte delas - o seu prato favorito: é o Papa-Figo, um homem que se cura da lepra devorando o fígado de meninos e meninas.

 

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