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Mourão defende "civismo", mas critica "forma" adotada pelo MEC em carta

O vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, deixa a sede do Círculo Militar, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira (26) - Marcelo Chello/CJPress/Folhapress
O vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, deixa a sede do Círculo Militar, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira (26) Imagem: Marcelo Chello/CJPress/Folhapress

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

26/02/2019 17h59

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) defendeu hoje em São Paulo um "resgate do civismo", mas criticou a forma adotada pelo MEC (Ministério da Educação) ontem. A pasta enviou uma carta a ser lida pelas escolas aos alunos que incluía o slogan de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O ministério também pedia que representantes das escolas executassem o Hino Nacional, filmassem os alunos cantando e enviassem as gravações ao governo. Por lei, menores de idade não podem ser filmados sem autorização dos pais.

"Eu acho que a discussão está mal centrada. Porque o que nós estamos buscando? Resgatar o civismo. Infelizmente, ao longo dos últimos tempos, se perdeu o respeito aos próprios símbolos da pátria. A discussão é em torno disso aí. Agora, a forma como foi colocada é que não ficou boa", disse Mourão.

Pouco antes, em Brasília, o próprio ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, disse que o pedido foi "um erro". O MEC enviou nova carta sem a frase "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", cujo uso poderia caracterizar ato de improbidade administrativa, e deixando expressa a necessidade de autorização para filmar crianças.