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Nem precisava ter adiado as inscrições do Enem, diz Weintraub

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

25/05/2020 20h12Atualizada em 25/05/2020 20h13

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu hoje que o adiamento das inscrições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi desnecessário, uma vez que, segundo ele, "praticamente todo mundo que ia se inscrever já se inscreveu". A declaração foi feita durante transmissão ao vivo com o deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF)

"As inscrições foram adiadas. Iam terminar sexta-feira [passada], à meia-noite. Adiamos até quarta-feira, mas praticamente todo mundo que ia se inscrever já se inscreveu. Hoje acho que foram 10 mil inscrições, nem precisava ter adiado. Adiamos para deixar todo mundo tranquilo", disse o ministro.

Ao todo, cerca de 5,5 milhões de estudantes se inscreveram para fazer a prova, ainda de acordo com Weintraub.

Quanto ao adiamento da prova em si, o ministro disse que preferia esperar a evolução da crise do novo coronavírus no Brasil, mas o Congresso "acabou indo numa onda de muita gritaria" de entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e outros movimentos sociais.

"Gerou um desconforto. Eu preferia esperar para ver como seria o desdobramento da volta às aulas, da pandemia. Mas como estava um desconforto muito grande, vamos adiar. A única coisa é que dessa vez vamos fazer um teste de democracia direta: em vez de impor uma data, passar três opções. Quem vai decidir o que é melhor são os próprios participantes: 30 dias, 60 dias ou um adiamento maior", completou.

Cotas raciais

Questionado sobre cotas, o ministro da Educação comentou apenas a questão das cotas raciais, considerada "complicada". Para Weintraub, o termo é "horroroso" e ele, como professor universitário, não consegue ver diferença nos alunos com a adoção das cotas, mas disse que "não vai mexer nisso".

"Tem racismo no Brasil? Tem. Já teve mais? Já teve mais, já foi pior. Sou contra o racismo? Sou contra o racismo. Eu sinto que... Eu não consigo perceber diferença na [minha] classe. Você pode falar que não é justo. Mas das injustiças, tem tantas por aí... Essa vamos deixar para resolver depois. Não vou mexer nisso, não vejo como algo tão crítico", afirmou.

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