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Por covid, escolas privadas pedem para famílias redobrarem cuidados em casa

Escolas particulares de SP viram salto em casos de covid-19 entre alunos nas últimas semanas  - iStock
Escolas particulares de SP viram salto em casos de covid-19 entre alunos nas últimas semanas Imagem: iStock

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

20/11/2020 04h00

Escolas particulares da cidade de São Paulo pediram aos pais dos alunos para redobrarem, em casa, os cuidados contra o novo coronavírus. Nos últimos dias, a capital paulista apresentou alta no número de internações por covid-19, e colégios privados chegaram a registrar casos da doença entre estudantes e funcionários.

Apesar de não ser possível assegurar onde os alunos foram infectados, os colégios sustentam que as contaminações aconteceram fora do ambiente escolar, seja por haver confirmação de contágio de familiares dos alunos ou por não haver registro de mais de um caso entre alunos de uma mesma turma —o que indicaria que a infecção pelo vírus não aconteceu na sala de aula.

No colégio Santa Cruz, zona oeste de São Paulo, foram nove casos de covid entre alunos de diferentes turmas desde a retomada das atividades presenciais, em outubro, até o dia 16 de novembro. Cinco destes casos foram registrados apenas na última semana.

"Tem um forte indício, apesar de ser impossível afirmar [com certeza], de que a contaminação ocorreu fora da escola. Os casos foram isolados, de classes diferentes, e em geral tinha alguém da família contaminado", afirma Fábio Aidar, diretor do Santa Cruz.

Para a retomada presencial das atividades, a escola adotou um esquema para evitar que contato entre as turmas. Por isso, as atividades presenciais foram suspensas temporariamente apenas nos grupos em que houve casos de covid.

"Temos um controle rigoroso. Quando algum aluno é infectado, fazemos um isolamento de 14 dias da turma toda. E não temos visto surgir novos casos na turma [após esse período]", diz Aidar.

No colégio Gracinha, zona sul da capital paulista, só nas duas últimas semanas foram confirmados 11 casos entre alunos, a maior parte deles do ensino médio. As aulas presenciais foram suspensas na última terça-feira (17), em princípio por uma semana.

"Isso veio de fora. São casos que foram sendo comunicados pelas famílias, inclusive de alunos que adoeceram antes dos ensinos presenciais acontecerem —eles avisaram e não vieram à escola. Mas os casos foram se multiplicando, e isso foi criando uma dificuldade para a gente", afirma Wagner Borja, diretor da escola.

Cuidados e 'responsabilidade coletiva'

Ao perceber um aumento no contágio entre alunos na última semana, o Santa Cruz enviou um comunicado às famílias para pedir que os pais reforcem os cuidados em casa e nos ambientes que frequentam, respeitando o protocolo básico de distanciamento, uso de máscaras e higienização das mãos.

Ressaltamos que, em um ambiente comunitário como o do colégio, os riscos assumidos por cada pessoa em particular acabam se ampliando para toda a coletividade."

"Estamos investindo para criar na escola um ambiente protegido e seguro para todos e precisaremos, mais do que nunca, da parceria das famílias e de seu senso de responsabilidade coletiva, dentro e fora da escola, para seguir com as atividades presenciais programadas", afirma outro trecho da carta.

Borja, diretor do Gracinha, diz que tem reforçado os pedidos para que as famílias não baixem a guarda e mantenham os cuidados contra o coronavírus.

"Tanto com as famílias quanto com os estudantes a gente tem reforçado a ideia de que é preciso manter os cuidados. Uso de máscara, lavar as mãos, manter o distanciamento social, para que a gente possa continuar com os trabalhos presenciais", afirma.

A Escola da Vila, que tem três unidades na capital paulista, também enviou um comunicado aos pais. O texto menciona que, em meio às notícias de crescimento nas taxas de ocupação de leitos para covid-19 em hospitais particulares, houve também aumento de casos entre familiares de alunos da escola.

O colégio ressalta a importância das famílias se manterem "alertas", "ficando em casa sempre que possível, usando máscaras, mantendo distanciamento e as mãos limpas".

"Reforçamos a necessidade de que façam diariamente o autodiagnóstico e permaneçam em casa caso qualquer morador da casa ou pessoa de convívio próximo apresente sintomas. É momento de evitarmos interações, posto o que vemos acontecer em países europeus e da América do Norte", diz o texto.