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TEMA ATUAL - Fevereiro/2016 A tecnologia e a eliminação de empregos

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Cena do filme Eu, Robô, baseado na ficção de Isaac Asimov, em que as máquinas participam de uma conspiração contra a humanidade Imagem: Divulgação

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

01/02/2016 00h00

Ninguém desconhece os benefícios proporcionados pelos avanços da tecnologia. Os malefícios, no entanto, talvez não sejam tão conhecidos, nem tão divulgados. Entre eles, encontra-se certamente o desaparecimento dos postos de trabalho, isto é, dos empregos, num mundo em que a população é crescente. A questão foi discutida no Fórum Econômico Mundial, que ocorreu em janeiro de 2016, na Suíça. Na coletânea de textos que informa esta proposta de redação, há mais informações sobre isso, bem como opiniões de especialistas sobre o assunto. Tomando esses fatos como ponto de partida, produza uma redação sobre como você encara o problema. O que você acha que um panorama como esse significa para sua futura vida profissional? Você acha que está preparado (ou se preparando) para enfrentar a situação? Acredita que o desafio pode lhe trazer oportunidades? Ou vê os fatos com preocupação, perguntando-se se haverá uma solução para o problema? Exponha seu ponto de vista, apresentando argumentos para sustentá-lo.

  • Mercado de Trabalho

    Quando falamos de robôs inteligentes, boa parte das pessoas tem como referência os robôs R2D2 e C3PO, que ajudaram Luke Skywalker a derrotar Darth Vader em "Guerra nas Estrelas", a babá Rosie, dos Jetsons, a cena do robô B9 jogando xadrez com o Dr. Smith na série “Perdidos no Espaço”, ou, mais recentemente, o caso em que um homem se apaixona por uma voz de computador no filme “Ela”, de Spike Jonze. Isso só para citar alguns.

    Essa ideia de ter robôs executando tarefas cansativas e repetitivas e ajudando no nosso dia a dia vai bem até que se levante uma questão: o avanço da produção de robôs pode afetar o mercado de trabalho?

    A resposta é sim. Em 2013, um estudo da Universidade de Oxford chamou atenção ao apontar que 47% dos empregos nos Estados Unidos estariam ameaçados pelos robôs. Isso mesmo. Essas máquinas criadas para facilitar nossas vidas podem sim disputar vagas de emprego com os humanos. Em um novo levantamento, em 2014, o mesmo grupo de pesquisadores concluiu que no Reino Unido, 35% dos empregos estariam ameaçados entre os próximos 10 a 20 anos pelo avanço da robótica.

    [UOL Vestibular]

     

  • Robótica e desemprego

    Conhecido como “quarta revolução industrial”, o processo de desenvolvimento da robótica, da inteligência artificial e da biotecnologia deve eliminar 7,1 milhões de empregos durante os próximos cinco anos, nas maiores economias mundiais, segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF) publicado em Davos, na segunda-feira. O número, que deveria ser parcialmente compensado pela criação de 2,1 milhões de novos cargos, contribui para a previsão das Nações Unidas de um aumento de 11 milhões na taxa de desemprego global até 2020. A avaliação, que estudou países como Estados Unidos, Alemanha, França, China e Brasil, destaca os desafios criados pelas tecnologias modernas, que automatizam e tornam redundantes diversas tarefas humanas, como a fabricação de produtos e cuidados com a saúde. Esses fenômenos provocarão grandes perturbações não só nos modelos empresariais como também no mercado de trabalho durante os próximos cinco anos

    [O Globo]

  • Falam os especialistas

    A inteligência artificial e os robôs vão destruir mais empregos do que criar até 2025?

    Em uma pesquisa com 1.896 experts em tecnologia, 48% disseram que sim - e que isso levará a aumento da desigualdade, desemprego em massa e distúrbios sociais.

    "Os empregos que sobrarem serão de pior remuneração e menos seguros do que os existentes agora. O 'meio' está se movendo para o 'fundo'", diz Justin Reich, do Berkman Center da Universidade de Harvard. 52% acham que não. Seu argumento é que por mais que alguns empregos sejam substituídos, outros diferentes serão criados, assim como aconteceu em outros períodos. "Historicamente, a tecnologia criou mais empregos do que destruiu e não há razão para pensar de outra forma nesse caso. Alguém precisa fazer e servir a todos estes dispositivos", diz Vint Cerf, vice-presidente e "evangelista-chefe" do Google.

    [Revista Exame]

  • A opinião de Bill Gates

    "A substituição por softwares, seja para motoristas, garçons ou enfermeiras… está progredindo. A tecnologia ao longo do tempo irá reduzir a demanda por trabalhos, particularmente os mais básicos. Daqui a 20 anos a demanda por trabalhos, por habilidades específicas, será substancialmente menor. Acredito que as pessoas não têm isso em seus modelos mentais". A declaração foi proferida por Bill Gates na última semana, no American Enterprise Institute. A [revista] The Economist também concorda, e fez uma interessante matéria sobre o assunto, afirmando que empregos como operador de telemarketing, quase certamente irão desaparecer nas próximas duas décadas. O cenário pode ser visto com certo pessimismo e certo otimismo. O segundo, porque há chances de essas pessoas se tornarem empreendedoras ou serem demandadas em áreas em que reina o conhecimento humano, ainda insubstituível por máquinas. Por outro lado, o pessimismo ainda se justifica porque não sabemos a que ponto tal questão se resolverá. Para Gates, é imprescindível que os governos regulem as taxações e impostos, encorajando pequenas e grandes empresas para contratar funcionários e torná-los mais competitivos com as máquinas.

    [Site Startupi]

  • Observações

    Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

    A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de fevereiro de 2016.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de março de 2016.

    As redações devem ser digitadas e enviadas pelo email: bancoderedacoes@uol.com.br

     

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica foram aceitas até 2012.

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