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Redações Corrigidas - Janeiro/2020 Supremo Tribunal Federal e opinião pública

Da esquerda para a direita, os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello, durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Da esquerda para a direita, os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello, durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

2020-01-01-05:00

Ao longo dos últimos dez anos, o papel do STF (Supremo Tribunal Federal) ganhou destaque no noticiário nacional. Raramente, na história dos três poderes que constituem o Estado brasileiro, o Judiciário se tornou um foco predominante de atenção da opinião pública, concorrendo nesse aspecto com o Legislativo e o Executivo, que em geral são o centro dos debates envolvendo a política nacional e a sociedade brasileira. Contudo, isso não só aconteceu, como também o Datafolha pôde aferir, em pesquisa recente, a avaliação que os brasileiros fazem da atuação do órgão máximo de nosso poder Judiciário, isto é, do STF. O trabalho da instituição é reprovado por 39% da população e considerado regular por 38%. Apenas 19% o julgam bom ou excelente. Levando isso tudo em consideração e a partir de seus conhecimentos da atualidade brasileira, desenvolva uma redação de cunho dissertativo-argumentativo sobre o tema Supremo Tribunal Federal e opinião pública, explicando por que, de acordo com o seu ponto de vista, o STF ganhou tanto destaque nos últimos anos e por que sua atuação não agrada à maioria da população brasileira. Os textos da coletânea vão ajudá-lo a refletir sobre o assunto.

  • Protagonismo da corte

    A reprovação ao trabalho do STF (Supremo Tribunal Federal) é de 39%, segundo pesquisa Datafolha. Quatro em cada dez brasileiros avaliam a atuação do tribunal como ruim ou péssima, reprovação equivalente à do presidente Jair Bolsonaro (36%), dentro da margem de erro, mas inferior à do Congresso (45%).

    A taxa dos que reprovam o tribunal é o dobro da dos que aprovam, avaliando seu desempenho como ótimo ou bom: 19%. Para 38%, o tribunal é regular e 4% não opinaram. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidas 2.948 pessoas nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019 em municípios de todas as regiões do país.

    Pela primeira vez, o Datafolha passou a incluir o Supremo na pesquisa por causa do protagonismo que a corte obteve.

    "Nos últimos anos, as três esferas de poder federal têm se revezado no protagonismo do cenário político brasileiro, com intensa divulgação pela mídia tradicional e pelas redes sociais, disse Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do instituto. "Sobre a Presidência da República e o Congresso já existe um histórico de monitoramento da opinião pública. Faltava a avaliação do Judiciário, mais precisamente do Supremo, responsável, em última análise, por garantir direitos constitucionais", acrescentou.

    Folha de S. Paulo (Editado)

  • STF e sociedade

    O que faz alguém aprovar ou rejeitar o STF? O desejo de que vote de acordo com suas convicções pessoais? O Supremo deveria julgar levando em conta anseios populares. O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, tratou deste assunto em entrevista concedida no estúdio da Folha e do UOL em Brasília. Para Barroso, embora o papel da corte seja, sobretudo, interpretar a Constituição, não há como fazê-lo, segundo suas palavras, num "vácuo". "A Constituição deve ser interpretada de acordo com os interesses da sociedade. Isso é diferente de opinião pública, que é passional. Uma vez filtrado o sentimento social pela Constituição, se passar, o Supremo fará muito bem em atendê-lo", disse o ministro.

    Trecho editado de artigo de Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília, da Folha de S. Paulo

  • Como enviar sua redação

    Seu texto deve ser escrito na modalidade formal da língua portuguesa.

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.

    A redação deve ser digitada e ter, no mínimo, 800 caracteres e, no máximo, 3.000 caracteres.

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de janeiro de 2020.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de fevereiro de 2020.

    A redação pode ser enviada para o e-mail: bancoderedacoes@uol.com.br

Redações corrigidas

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Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica foram aceitas até 2012.

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