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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Janeiro/2020 Supremo Tribunal Federal e opinião pública

Redação corrigida 680

Fenômeno de justiça

Inconsistente Erro Correção

Promulgada em 1988, depois de duas décadas de ditadura militar, a Constituição Cidadã tem por objetivo garantir os direitos sociais da população brasileira. No entanto, o equilíbrio entre os três poderes, condição necessária para garantir esses direitos, encontra-se afetado, haja vista as recentes pesquisas sobre a reprovação do Poder Judiciário pela opinião pública. Nesse ínterim Portanto, hão de ser analisadas há que se analisar as causas desse cenário incitando cenário, de modo a incitar uma ação conjunta entre sociedade e Poder Público, para Público para inibir os efeitos desse quadro.

Em primeiro plano lugar, é importante destacar a visibilidade que o Poder Judiciário recebeu nos últimos anos, no Brasil. Esse destaque encontra respaldo nos se deve aos recentes casos de corrupção divulgados na mídia, levando que levaram à prisão políticos renomados no país, pela Operação Lava Jato. Assim, percebe-se que, por se tratar da última instância dos processos de condenação, o STF (Superior Tribunal Federal) é enquadrado no âmbito da "justiça social", tendo em vista a responsabilidade desse órgão em retirar de gestões públicas aqueles que subtraem dinheiro ilicitamente para si.

Nesse contexto, destaca-se que a atuação dessa instituição como fenômeno de justiça não agrada parcela da população. Esse panorama se evidencia, por exemplo, quando se observa observam as regalias políticas e os diversos recursos usados por empreiteiros para contornar a justiça, a saber, o que foi utilizado no caso mensalão, baseado na nova jurisprudência do STF, levando à soltura de figuras como Eduardo Azeredo e José Dirceu, todos condenados por crimes de corrupção. Dessa forma, é inconcebível que a libertação, mesmo após segunda instância, seja concedida de maneira arbitrária e sem o consenso da opinião pública.

Impende, pois, que indivíduos e instituições públicas cooperem para transpor barreiras que impeçam a solidificação das ações do judiciário. Destarte, cabe aos cidadãos repudiar medidas que vão de encontro aos preceitos constitucionais, por meio de manifestações ativas nas ruas e do ativismo nas redes sociais capazes de desconstruir a incredulidade do sistema jurídico. Ao Conselho Nacional de Justiça, por sua vez, compete promover ações pertinentes que vise visem o aprimoramento da justiça através do enrijecimento das leis e prolongamento das penas para crimes políticos e contra a fé pública. Somente assim, o Brasil alçará a um o verdadeiro Estado Democrático de Direito instituído pela Constituição de 1988.

Comentário geral

Texto marcado pela prolixidade, pela linguagem rebuscada e a falta de clareza.

Competências

  • 1) Texto prolixo, em linguagem bacharelesca que visa dar profundidade e caráter erudito a uma tese relativamente simples. Disso resulta a maioria dos problemas assinalados em vermelho. Por exemplo: a) em que o fato de o STF se enquadrar no âmbito da "justiça social" interfere em suas responsabilidades? "Justiça social" é um conceito de filosofia do direito, que não está consignado nas leis escritas. b) O que significa dizer que o Supremo "como fenômeno de justiça"? O que é um "fenômeno de justiça"? Aparentemente, uma expressão obscura, vazia de significado. c) "desconstrução da incredulidade do sistema jurídico" é uma forma exótica, para dizer o mínimo, cujo significado aparentemente é: "resgatar a credibilidade do sistema..." d) A obscuridade da primeira frase do último parágrafo é um exemplo de como não dizer as coisas com clareza.
  • 2) Por trás do rebuscamento de linguagem, encontram-se duas teses (o desequilíbrio dos três poderes da República e o descrédito do Judiciário), uma argumentação para defendê-las e uma sugestão de intervenção. Nesse sentido, o texto é uma dissertação argumentativa sobre o tema proposto. O desenvolvimento da redação, no entanto, é confuso: o leitor precisa ler várias vezes para perceber que há uma linha de raciocínio, no que poderia ser um conjunto de divagações.
  • 3) Há equívocos e deslizes: além da questão da "justiça social" que deixa o conceito muito vago, há pontos confusos, como acusar "empreiteiros" e apresentar como exemplo o nome de dois políticos, insinuar que o Judiciário só pode agir com o "consenso da opinião pública", o uso de "incredulidade" no lugar de "incredibilidade".
  • 4) O texto deixa a desejar em termos de coesão e unidade, devido à prolixidade e ao rebuscamento. O uso dos recursos coesivos apresenta alguns erros, como "nesse ínterim" no lugar de "portanto"; "em primeiro plano" em vez de "em primeiro lugar" (note-se que se há um primeiro deveria haver um segundo, que não aparece no texto).
  • 5) A conclusão é razoável, mas atribui ao Conselho Nacional de Justiça funções que pertencem, de fato, ao Poder Legislativo.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 120
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 160
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 160
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 120
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 120
Nota final 680

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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