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TEMA ATUAL - Novembro/2015 Bandido bom é bandido morto?

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Cena do filme "Tropa de Elite", que foi um dos maiores sucessos do cinema brasileiro contemporâneo, e põe em foco a violência em nossa sociedade Imagem: Divulgação

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

2015-11-01T07:00:00

01/11/2015 07h00

É ponto pacífico que a violência está presente na realidade brasileira, seja nas grandes cidades, seja nos pequenos municípios do interior. A criminalidade é enorme e o Brasil foi considerado o décimo primeiro país mais inseguro do mundo, segundo a ONG norte-americana Social Progress Alternative (dados de 2014). Contudo, a violência não ocorre apenas da parte dos bandidos, mas igualmente por parte das polícias. São frequentes nos meios de comunicação as notícias sobre ações violentas de policiais. Recentemente o Instituto Datafolha conduziu uma pesquisa que mostra que 50% da população das grandes cidades brasileiras concordam com a frase "bandido bom é bandido morto", o que revela que metade dessa população, de certa forma, aprova a violência por parte dos agentes da lei. O que você pensa disso? Concorda ou não com essa frase? Por quê? Redija uma dissertação apresentando argumentos para justificar o seu ponto de vista.

  • A pesquisa

    Segundo pesquisa Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ONG que reúne especialistas em violência urbana do país, metade da população das grandes cidades brasileiras acredita que "bandido bom é bandido morto". As informações são do jornal Folha de S.Paulo. O instituto ouviu 1.307 pessoas em 84 cidades com mais de 100 mil habitantes. Para a pergunta se bandido bom é bandido morto, 50% disseram concordar, 45% discordaram e o restante não soube responder ou não concorda nem discorda. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, há empate técnico, e a pesquisa indica a sociedade dividida.

    [BOL Notícias/Datafolha]

  • Violência contra violência

    A alta letalidade policial no Brasil ainda é pequena na opinião do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Em vídeo postado pelo seu filho, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), o parlamentar fluminense afirmou que “violência se combate com violência”, e não com bandeiras de direitos humanos, como as defendidas pela Anistia Internacional. Questionado sobre um levantamento da organização que mostrou que a polícia brasileira é a que mais mata no mundo, Bolsonaro se irritou e disse que ainda é pouco diante da criminalidade que impera no país. “Eu acho que essa Polícia Militar do Brasil tinha que matar é mais. Quase metade dessas mortes são em combate, em missão. Então, a Anistia Internacional está na contramão do que realmente precisa a segurança pública do nosso país”, afirmou o parlamentar do PP.

    [Revista Exame]

  • Tolerância da sociedade

    "A tolerância da sociedade a uma polícia violenta contribui para a criação de um terreno fértil para o surgimento de grupos de extermínio (integrados por policiais)", afirmou a pesquisadora Camila Nunes Dias, da Universidade Federal do ABC e associada ao Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP). Segundo ela, um dos reflexos dessa posição da sociedade é que jurados em tribunais civis tendem a absolver muito mais policiais acusados de homicídio do que a própria Justiça Militar. Outro fator que mostra essa tendência é o fato de que cada vez mais políticos vêm sendo eleitos com discursos baseados em ações robustas da polícia para o combate à violência.

    [BBC Brasil]

  • Sem ordem nem lei

    A ausência de respeito ao modelo de “ordem sob a lei” tem se perpetuado dentro da estrutura policial brasileira por razões diversas – como a falência dos modelos policiais, o descrédito nas instituições do sistema de justiça e segurança, a impunidade – mas principalmente por uma certa tolerância da própria sociedade com esse tipo de prática. Analisando o problema do ponto de vista sociopolítico veremos que a violência policial tem raízes culturais muito antigas (desde a implantação do regime colonial e da ordem escravocrata), e que estas têm uma relação diretamente proporcional à ineficiência do Estado de punir, na maioria dos casos, as práticas criminosas dos agentes de segurança.

    É difícil admitir, mas existe uma demanda dentro da sociedade para a prática da violência policial. É esta violência que serve à sociedade dentro de diversos aspectos e circunstâncias, mas especialmente no tocante à solução dos crimes contra o patrimônio e na repressão às classes perigosas. Por isso mesmo, a dificuldade do Estado no âmbito da segurança pública, no final do século XX, continua sendo o controle da violência legítima, do qual decorreria consequentemente a extinção do uso ilegítimo da força por parte dos organismos policiais.

    [dh.net.org.br]

  • Observações

    Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

    A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de novembro de 2015.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de dezembro de 2015.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica foram aceitas até 2012.

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