Delação premiada: justiça, injustiça ou traição?

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

  • Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, foi um dos primeiros a delatar os esquemas de corrupção na estatal. Devido a seu acordo de delação premiada foi condenado a 12 anos de prisão domiciliar.

    Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, foi um dos primeiros a delatar os esquemas de corrupção na estatal. Devido a seu acordo de delação premiada foi condenado a 12 anos de prisão domiciliar.

Atualmente, a expressão "delação premiada" é bem conhecida dos brasileiros, por estar sempre presente nos noticiários políticos e policiais no país. Os casos de escândalos e corrupção envolvendo autoridades do Brasil popularizaram esse mecanismo jurídico. No entanto, a chamada delação ou colaboração premiada levanta alguns questionamentos de caráter ético e jurídico? Por um lado, há os que dizem que a delação premiada é um tipo de traição e aceitá-la seria, de certo modo, leniência com criminosos que denunciam seus companheiros de crime. Há quem não veja nada de imoral nisso, pois se trata de uma confissão, que pode beneficiar investigações policiais, além do fato de os "traídos" serem também criminosos. Na coletânea que acompanha essa proposta, os textos explicam o que é a delação premiada e refletem sobre a questão. Leia-os para informar-se e pensar sobre o assunto. A seguir, redija uma dissertação de caráter argumentativo, apresentando seu ponto de vista sobre esse tema.

 

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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