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TEMA ATUAL - Fevereiro/2017 É preferível praticar ou sofrer uma injustiça?

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O quadro do pintor francês Jacques Louis David retrata os últimos momentos de Sócrates, tranquilo, pronto a beber a cicuta (um veneno), consolando os amigos que choravam por ele Imagem: Reprodução

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

01/02/2017 05h00

 

Para Sócrates, o célebre filósofo da Grécia antiga, a felicidade só podia ser conquistada por meio da virtude. Ao menos, esse é um dos assuntos que ele aborda, nos diálogos escritos por Platão, seu discípulo, que registrou a atuação e as ideias de seu mestre. Em um trecho célebre de um desses diálogos platônicos, Sócrates afirma que é preferível sofrer uma injustiça do que praticá-la. Como você interpreta essa afirmação do filósofo? Concorda ou não concorda com ele? Parece-lhe que essa ideia permanece atual nos dias de hoje? Veja a passagem do diálogo intitulado “Górgias” em que se encontra a opção socrática. Para conhecer um pouco da vida e das ideias de Sócrates, leia o texto que integra a proposta de redação de fevereiro de 2017. Depois, redija uma dissertação sobre a resposta que você daria à questão acima formulada, expondo seu ponto de vista e defendendo-o com argumentos.

 

  • O diálogo

     

    Sócrates — É que o maior dos males é cometer alguma injustiça.

    Polo — Esse é o maior? Não é sofrer injustiça?

    Sócrates — De forma alguma.

    Polo — Então, preferirias sofrer alguma injustiça a praticá-la?

    Sócrates — Por meu gosto, nem uma coisa nem outra; porém, se me visse obrigado a optar entre praticar alguma injustiça ou sofrê-la, preferiria sofrê-la, não praticá-la.

    (Górgias, Platão, tradução de Carlos Alberto Nunes)

     

  • O filósofo

     

    Sócrates (469 a.C./399 a.C – Atenas) é considerado um dos principais filósofos de toda a história do pensamento ocidental. Era filho de um escultor e de uma parteira. Recebeu uma educação clássica, que incluía ginástica, música e gramática, mas pouco se sabe a respeito de sua juventude. Adulto, vivia de maneira humilde, percorrendo descalço as ruas de Atenas. Tornou-se o modelo, a personificação do filósofo, isto é, do "amigo do sabedoria" (que é o significado da palavra “filósofo”, em grego).

    Passou a ensinar em praça pública, sem cobrar nada por isso, ao contrário do que faziam os sofistas, que ensinavam a ganhar prestígio político e posição social por meio da retórica. Para eles não importava se o conteúdo dos discursos era falso ou verdadeiro. O importante era vencer o debate. Górgias era um dos mestres nesse tipo de ensino. Opondo-se ao sofista, Sócrates acreditava que “a verdade não admite contestação”. Por isso, o método socrático consistia em fazer perguntas que conduzissem o discípulo à descoberta da verdade.

    Sócrates reformulou a filosofia grega, fazendo com que a busca de conhecimento, antes centrada no estudo da natureza, passasse a ocupar-se do homem e das suas ações. Ou seja, para o filósofo, o que contava era que seus concidadãos procurassem a virtude. Para ele, a formação do caráter tinha como finalidade a ética, condição essencial da felicidade.

    Aos 70 anos, Sócrates foi considerado um perigo para a cidade de Atenas e levado a julgamento. Elaborou sua própria defesa, comentando e refutando as acusações (falsas) de corromper a juventude e não venerar os deuses atenienses. Foi instado a deixar de lado suas ideias. No entanto, preferiu morrer a renegá-las e abandonar o seu modo de vida. Condenado à morte, ingeriu tranquilamente a cicuta - um veneno comum na época.

    (UOL Educação)

  • Observações

     

    Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa.

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.

    A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas.

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de fevereiro de 2017.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de março de 2017.

    A redação deve ser digitada e enviada para o e-mail: bancoderedacoes@uol.com.br

     

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