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TEMA ATUAL - Novembro/2016 Filantropia: um exemplo a ser seguido?

Abertura da IV edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, em que Elie Horn anunciou a doação de 60 % do seu patrimônio

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

01/11/2016 00h00

Nos Estados Unidos, há muito tempo, milionários e bilionários costumam praticar a filantropia, doando parte significativa da sua fortuna para criar ou manter organizações com a finalidade de patrocinar obras sociais, ajudar os necessitados, promover as artes ou a pesquisa científica. Por exemplo, em 2010, dois magnatas norte-americanos, Bill Gates e Warren Buffett, criaram a Giving Pledge (Promessa de Doação), com o intuito de estimular ainda mais a filantropia em seu país. Como você verá ao ler o artigo que acompanha essa proposta de redação, o exemplo do exterior está engajando bilionários brasileiros a fazer o mesmo por aqui. Entre outras ações, o proprietário da maior construtora do país anunciou que pretende doar em vida 60% de seu patrimônio pessoal, orçado em quase quatro bilhões de reais. Como você avalia uma ação desse tipo? Ela é, de fato, uma forma de resolver nossos problemas sociais? Acha que é um exemplo a ser seguido? Acredita que uma cultura de filantropia e investimento social pode criar raízes e frutificar no Brasil? Pensa que os bilionários devem mesmo ter esse papel social? Redija uma dissertação argumentativa apresentando e defendendo seu ponto de vista. Na conclusão, sugira áreas ou atividades em que você acha que seria melhor empregar esse tipo de recursos.

 

  • Filantropia como valor familiar

    Em 2015, Elie Horn, dono da Cyrela, a maior construtora e incorporadora do país, decidiu doar 60% do seu patrimônio pessoal, estimado em US$ 1 bilhão (R$ 3,9 bilhões), para causas sociais.

    Neste ano, ele e sua mulher Suzan ocuparam juntos o palco no painel "A Filantropia como Valor Familiar", quando fizeram dois novos anúncios de impacto: a criação no Brasil de um clube de bilionários filantropos nos moldes do fundado por Bill Gates e Warren Buffett nos Estados Unidos, o The Giving Pledge; e o apoio ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

    No caso da versão verde-amarela do clube de filantropos, a entrada para o time dos grandes doadores nacionais começa com a garantia de que 20% do bens serão doados em vida. Para fazer parte do time original, encabeçado pelo dono da Microsoft, os integrantes se comprometem a doar pelo menos 50%.

    Elie e Suzy foram além. "Queria doar 100%. No começo, minha mulher não gostou muito, mas depois aceitou 60%", explicou ele, no ano passado, e voltou a repetiu no Fórum 2016.

    Suzy fez logo questão de esclarecer: "Eu só disse que 60% talvez seja muito, mas 50% tudo bem", emendou ela, provocando risos na plateia, que reservou muitos aplausos ao casal por encampar a causa de fomentar a cultura de doação no Brasil.

    Para ser exemplo para outros bilionários brasileiros, Suzy e Elie relataram como foi o processo de decisão de abrir mão de cifras na casa dos bilhões de reais e a reação dos três herdeiros.

    "Elie sempre se importou com filantropia, em fazer o bem. Acreditamos que quando se dá dinheiro o que estamos fazendo é restituir a justiça no mundo", declara Suzy. "Eu não escolhi nascer no Chile, ser mulher ou judia. Nosso livre-arbítrio é só um: fazer o bem ou fazer o mal."

    Rede Social, Eliane Trindade, colunista da Folha de S. Paulo (editado).

  • Observações

    Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa.

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.

    A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas.

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de novembro de 2016.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de dezembro de 2016.

    A redação deve ser enviada para o e-mail: bancoderedacoes@uol.com.br

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