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Candidato ao MEC foge de debate ideológico e prega diálogo com secretarias

Renato Feder, secretário de Educação do Paraná - Divulgação/Secretaria de Educação do Paraná
Renato Feder, secretário de Educação do Paraná Imagem: Divulgação/Secretaria de Educação do Paraná

Do UOL, em São Paulo

24/06/2020 11h02

Cotado para assumir a vaga de ministro da Educação, Renato Feder, falou hoje sobre a reunião que teve com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para discutir os possíveis rumos da pasta no Brasil. Em entrevista à "CNN Brasil", o atual secretário de Educação do Paraná fugiu de temas polêmicos e debates ideológicos e se disse honrado com a possibilidade de ser nomeado.

"A conversa (com o presidente) foi muito boa, durou cerca de 1h30. Não houve convite, foi uma entrevista. E uma conversa sobre o que a educação precisa fazer para gente ter um país desenvolvido na área", afirmou. "O presidente se mostrou muito preocupado em colocar o Brasil num rumo que realmente leve nossos jovens a ir bem inclusive nos rankings, internacionais, a ter jovens preparados para o mercado de trabalho, foi o centro da conversa. Para que a educação realmente desponte."

Durante a entrevista, Feder evitou falar sobre questões ideológicas. Questionado sobre o educador Paulo Freire, um dos nomes mais criticados pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, ele foi evasivo e disse que o papel da pasta é focar nos alunos e não discutir escritores.

"Acredito que o papel do ministério é focar no que os jovens estão aprendendo, isso é o mais importante. Quando a gente discute um escritor ou outro isso tira o foco de qual é o papel do MEC. Esse deveria ser o foco do time de gestão da educação, e não discutir escritores", disse.

Diálogo com secretarias

Feder também defendeu que o papel do ministério é ter um diálogo mais próximo com as secretarias estaduais e municipais.

"Acho que o foco do MEC tem que ser apoio, diálogo e ajuda às secretarias estaduais e municipais. Tem tantos assuntos que o MEC pode ajudar", defendeu. "A universidade às vezes tem 10, 15, 20 mil alunos. Até a universidade saber como está o aprendizado em todos os seus cursos, o MEC pode ajudar. Isso tem que ser o foco, olhar pra frente, usar muito a tecnologia para ajudar, e dialogar com as secretarias e universidades."

Cotas

Feder também não foi incisivo ao falar sobre seu posicionamento sobre as cotas em universidades. Para o secretário de educação do Paraná, o tema "gera muito debate".

"Principalmente, esse é um tema que gera muito debate. O Brasil é um país ainda muito desigual. A gente tem que ter ferramentas para combater essas dificuldades. Uma das possibilitas são as cotas, principalmente as cotas sociais", destacou.