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Aulas presenciais são necessárias para conter evasão, defende Priscila Cruz

Do UOL, em São Paulo

13/10/2021 14h02Atualizada em 13/10/2021 14h27

Para a presidente-executiva da organização sem-fins lucrativos Todos pela Educação, Priscila Cruz, a medida imposta por São Paulo, de obrigar os estudantes a voltarem às aulas presenciais, é benéfica, pois ajuda a conter a desigualdade na educação básica.

A partir da próxima segunda-feira (18), os estudantes das escolas estaduais e privadas de São Paulo deverão voltar às aulas presenciais. A capital resolveu seguir o estado e também ordenou o retorno obrigatório dos alunos às escolas.

"Se não houver obrigatoriedade para que esses alunos voltem, dificilmente vamos conseguir combater a evasão escolar", disse Priscila Cruz ao UOL News, programa do Canal UOL, argumentando que as atividades presenciais possibilitam um melhor acompanhamento dos estudantes.

Outra questão pontuada pela presidente da organização é a do déficit de aprendizagem em um regime virtual de ensino. "Aulas remotas não garante aprendizagem, principalmente entre os alunos mais pobres que não tem acesso a computador, conectividade", afirmou.

Na avaliação dela, a imposição do governo de São Paulo veio, na verdade, relativamente mais tarde do que deveria. "A obrigatoriedade deveria ter acontecido um pouco antes", pontuou.

'Volta às aulas é possível'

Também em entrevista ao UOL News, o educador Daniel Cara, professor da USP (Universidade de São Paulo), disse que "estamos diante de um momento de certa segurança" para voltar com as atividades escolares presenciais — desde que os protocolos sanitários sejam respeitados.

"As atividades presenciais dependem de uma análise da questão sanitária", afirmou ele. Ainda assim, segundo o professor, medidas básicas, como o distanciamento social e a utilização obrigatória de máscaras, não estão sendo respeitadas com rigor nas escolas.

"É possível um retorno das aulas, desde que os protocolos sejam respeitados — mas, nesse aspecto, o governo de São Paulo não vem trabalhando bem", pontuou ele, acrescentando que a crítica também cabe, de forma geral, a todos os estados e municípios do Brasil.