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Voluntários levam abraços, bombons e orações a participantes do Enem 2019

Carlos Madeiro e Marina Lang

Colaboração para o UOL, em Maceió e no Rio

10/11/2019 12h32

Grupos de evangélicos foram hoje até a porta do Centro Universitário Tiradentes, em Maceió, para desejar uma boa prova a estudantes que prestam o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2019. Com cartazes com frases de incentivo e oferecimento de oração, água e bombom, eles atendem a quem chega ao local, no bairro de Cruz das Almas.

Os portões de acesso aos locais de prova foram abertos às 12h e fechados às 13h, pelo horário de Brasília. A prova termina às 18h30.

Um dos grupos é de evangélicos da Igreja Batista da Comunhão, do bairro da Jatiúca. Os jovens já estiveram no domingo passado em dois locais diferentes e, hoje, se concentraram na porta do local de prova de maior fluxo de pessoas na parte baixa da capital alagoana. Além de ajuda, eles oferecem água aos participantes.

"Esse momento é sempre muito difícil para o estudante, mas aqui a gente diz que ele não está só, o abraça e oferece oração", conta Carla Lima, 24, que já é formada em curso superior, mas lembra os momentos de ansiedade antes das provas do Enem.

"Quando eu vim, infelizmente não tinha ninguém oferecendo abraço. Acredito que isso conforta muito quem passa pela prova", diz a jovem.

Grupo da Igreja Universal com cartazes com frases de incentivo aos candidatos do Enem em Maceió - Carlos Madeiro/UOL
Grupo da Igreja Universal com cartazes com frases de incentivo aos candidatos do Enem em Maceió
Imagem: Carlos Madeiro/UOL

Ao lado dos batistas, um outro grupo, da Igreja Universal, trouxe cartazes com frases de incentivo. Eles também entregaram um panfleto com a frase: "aqui só falta você".

"A ideia é passar mesmo a energia positiva para que o aluno faça uma boa prova. A gente oferece uma palavra de evangelização, um chocolate, tudo para dar força ao candidato", conta Claudia Farias, 39, da Força Jovem Universal.

"Faz toda a diferença", diz voluntário no Rio

No Rio de Janeiro, voluntários também distribuíam abraços na porta da PUC, que fica na Gávea (zona sul do Rio), antes do início das provas.

"Um abraço faz toda a diferença na vida de uma pessoa. Quanto mais abraço você recebe, mais receptivo você fica. É uma troca de energia e alivia a tensão, principalmente num dia de prova como esse", disse o ator Lucas Gama Azevedo, 25.

Voluntários seguram cartazes oferecendo motivação e abraços a candidatos do Enem - Marina Lang/UOL
Voluntários seguram cartazes oferecendo motivação e abraços a candidatos do Enem
Imagem: Marina Lang/UOL

A designer Amanda Coutinho, 30, segurava uma placa na qual se lia "Free hugs" (abraços grátis, em tradução livre).

"A gente veio para dar um incentivo, um abraço e uma palavra de conforto para as pessoas que estudaram e que estão super nervosas. Para falar que vai dar tudo certo e que elas são mais do que uma prova", afirmou.

Voluntária segura cartazes com a frase "Free hugs" (abraços de graça, em inglês) - Marina Lang/UOL
Voluntária segura cartazes com a frase "Free hugs" (abraços de graça, em inglês)
Imagem: Marina Lang/UOL

A ação faz parte da ONG de direitos humanos Base Colaborativa, que atua em diversos estados do país financiando projetos sociais.

"Queremos dar apoio porque sabemos que é tenso"

Em São Paulo, candidatos que chegavam pelo metrô São Joaquim, na região central paulistana, também foram recebidos com abraços, segundo informações da Agência Brasil. A estação dá acesso à avenida Vergueiro, que concentra diversas faculdades particulares usadas como locais de aplicação do exame.

Em uma das saídas do metrô, duas jovens seguravam um cartaz propondo um momento de carinho para aqueles que chegavam ansiosos. "Nós já passamos pelo vestibular e queremos dar apoio porque sabemos o quão tenso é", explica Lídia Yoshihara, 19, estudante de terapia ocupacional. Ela diz que a proposta é uma iniciativa do movimento religioso do qual faz parte, a Aliança Bíblica Universitária.

O nervosismo é mesmo o grande obstáculo dos candidatos, na opinião de Valentina Rosito, 17, que já prestou quatro vezes o exame. "Dois só para treinar", faz questão de frisar a jovem, que pretende cursar medicina.

"Eu estou mais preparada porque estou mais calma do que nos últimos anos. O nervosismo atrapalha muito. Eu trabalho seis horas por dia e não tinha dinheiro para fazer cursinho", afirmou a jovem sobre as dificuldades que vem enfrentando.

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