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Weintraub nega saída e diz que Enem tem mais de 5 milhões de inscritos

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

22/05/2020 10h10

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, negou sua saída da pasta em meio aos rumores de que deputados e militares estariam insatisfeitos com o seu trabalho.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o ministro disse que está encarando a pressão com tranquilidade e citou os últimos atos da pasta em relação à pandemia de coronavírus.

"Encaro [a resistência sobre a sua permanência] com um sorriso no rosto. Vim aqui para tentar arrumar a casa, acabar com bagunça, balbúrdia e melhorar os números. Estamos entregando", iniciou.

"Antes da pandemia, não tinha mais reitor reclamando nas universidades, estava muito melhor. Agora estamos correndo atrás da parte dos hospitais. A gente colocou no site do MEC o acompanhamento de todas as federais, atualizações imediatas", afirmou.

Mais cedo, ele anunciou no Twitter que mais de 5 milhões de inscrições foram realizadas para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Apesar da decisão do MEC (Ministério da Educação) de adiar o exame de 2020 por um período de 30 a 60 dias, o prazo para se inscrever no exame não foi prorrogado e termina às 23h59 de hoje. O cadastro deve ser feito na Página do Participante.

Segundo Weintraub, até o momento 4.926.368 estudantes realizaram a inscrição na versão impressa e 101.100 na digital.

Na mensagem, o ministro ainda reafirmou que a data para a realização do exame será definida após consulta aos inscritos.

"Como já anunciei, os candidatos inscritos serão ouvidos, em junho, pela Página do Participante, do Inep. Eles, os interessados, vão escolher quando fazer a prova.

A decisão pela aplicação das provas do Enem em nova data se deu em meio à pressão da sociedade civil e do Congresso pelo adiamento do exame. Representa, ainda, uma derrota para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que vinha defendendo a manutenção do Enem em novembro.

O adiamento vinha sendo defendido por entidades estudantis, secretários de educação, reitores de instituições de ensino e especialistas da área da educação.

O principal argumento utilizado por eles é o de que nem todos os estudantes têm condições sociais e financeiras de manter os estudos durante a pandemia da covid-19, ou nem sequer têm acesso às ferramentas necessárias para o ensino a distância, como celular e computador com acesso à internet.

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