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Enem 2021: Fui mal na primeira prova, e agora?

No próximo domingo (28), serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza - Arte/UOL
No próximo domingo (28), serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza Imagem: Arte/UOL

Ana Carla Bermúdez

Colaboração para o UOL

24/11/2021 04h00

Depois do primeiro dia de Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado pelos candidatos no último domingo (21), muitos alunos podem ter a impressão de que foram mal nas provas.

Por isso, podem acabar se sentindo desmotivados a prestar o segundo dia do exame —no próximo domingo (28), os participantes responderão às questões de matemática e ciências da natureza.

Mas, apesar desse sentimento, ainda não é hora de desistir, na avaliação de professores ouvidos pelo UOL. Eles destacam que, muitas vezes, a sensação de ter ido mal na prova não corresponde à realidade e lembram que o desempenho do candidato no Enem não depende apenas do número de acertos no exame.

Acertos e a TRI

Vale lembrar que a prova do Enem utiliza, na correção, uma metodologia chamada TRI (Teoria de Resposta ao Item), que diferencia as questões de acordo com o nível de dificuldade.

"De acordo com a TRI, um aluno deve se sair bem se houver coerência pedagógica em sua prova. Em outras palavras: dois alunos que tenham o mesmo número de acertos podem ter notas muito diferentes", diz Alfredo Terra Neto, professor de história e orientador educacional do cursinho Oficina do Estudante.

"O aluno pode se surpreender positivamente com a nota final", afirma Natasha Piedras, professora de história do Descomplica. "É comum a prova não corresponder às nossas expectativas, mas não é hora de desistir", diz ela.

Nota da redação pode surpreender

O professor Terra Neto destaca que a redação, realizada pelos candidatos no primeiro dia do Enem, pode impulsionar a média dos alunos. No Enem, a redação vale um máximo de mil pontos.

"Como sempre existe algum grau de subjetividade na redação, a certeza da nota obtida somente virá com a devida correção e envio dos resultados", afirma.

"Portanto, ainda é hora de continuar lutando, pois você pode ter tido um excelente resultado na redação, ainda que sua pontuação bruta na prova não tenha sido tão boa —o que em tese, pode te levar a ser aprovado da mesma forma", completa o professor.

Ir ao segundo dia de Enem é fundamental

Os professores são categóricos ao afirmar que, apesar da sensação de ter ido mal no primeiro dia do Enem, é importante comparecer ao segundo dia de provas.

"Não dá para pressupor que não vai conseguir uma vaga com o resultado de somente um dia de prova. Depende do desempenho, do curso desejado, dos pesos adotados pela universidade desejada. O segundo dia de prova pode fazer toda a diferença. Não dá para achar que não vai passar antes de saber a nota final", diz a professora Piedras.

Com a nota do Enem, os candidatos podem concorrer a vagas no ensino superior público em universidades de todo o país por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Terra Neto compara o mecanismo do Sisu a uma espécie de "leilão".

"Neste leilão, cada universidade adota um critério de pesos e notas mínimas para seus respectivos cursos, por isso ir mal em um dos dois dias não impede a aprovação. Assim, a melhor forma de obter um bom resultado neste leilão é ter firmeza na realização dos dois dias de prova, independentemente do resultado do primeiro dia", afirma.

Preparação e aprendizados

Caso o aluno venha a confirmar, com a divulgação dos resultados, que não se saiu bem no primeiro dia de provas, fazer o segundo dia do Enem também pode ser parte da preparação para o seu próximo ano de vestibular. A previsão é que os resultados do Enem sejam divulgados em janeiro de 2022.

Nesse caso, os professores ressaltam que o aluno deve identificar, a partir da experiência do Enem e de outros vestibulares, quais foram os principais erros e acertos ao longo do ano de estudos.

"[É possível] Analisar os pontos de dificuldades na última experiência de prova para justamente se preparar e superá-los. Por exemplo, se a maior dificuldade foi a redação, criar uma rotina que permita treinar bastante esse ponto", diz a professora Piedras.

"A grande maioria dos alunos faz um segundo ano de preparação como se fosse o primeiro, cometendo os mesmos tipos de erros. É insano fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes", diz o professor Terra Neto.

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