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PM usa spray de pimenta em protesto de professores na Câmara do RJ

Giuliander Carpes

Do UOL, no Rio

30/09/2013 16h42Atualizada em 30/09/2013 17h10

Cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar, estão aglomeradas no entorno da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no centro da cidade, na tarde desta segunda-feira (30). De acordo com manifestantes, um policial usou spray de pimenta depois que um homem tentou furar o bloqueio.

Um grupo de profissionais da educação entrou no prédio para uma audiência com o líder do governo na Câmara, Luiz Antônio Guaraná. O Sepe (sindicato dos professores) afirma que o encontro tem o objetivo de discutir as reivindicações da categoria, como a retirada do projeto que estabelece um plano de carreira para a categoria. Eles dizem que o texto proposto pelo prefeito Eduardo Paes, que deve ser votado amanhã (1º), não cumpre as demandas da categoria.

Segundo os professores, Guaraná disse que os PMs só estão no local para fazer a segurança dos parlamentares.

O deputado estadual Marcelo Freixo e o deputado federal Chico Alencar, ambos do PSOL/RJ, estão na Câmara para acompanhar as negociações.

A PM fez um bloqueio na rua Alcides Guanabara, onde fica uma entrada lateral do Palácio Pedro Ernesto. A maioria dos manifestantes veste camisetas pretas e entoam coros contra o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.

Os professores estão acampados em dez barracas na lateral do prédio desde que o plenário da Casa foi desocupado pela PM na noite de sábado (28). Houve confronto e, segundo o sindicato, dois professores foram autuados e levados para a 5ª Delegacia de Polícia e quatro ficaram feridos.

Nesta manhã, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), rejeitou retirar a urgência da votação do plano de carreiras de professores municipais em entrevista à "rádio CBN".

Black Blocks

Entre os profissionais da educação, há um grupo de cerca de dez integrantes do grupo Black Blocks em frente à Câmara. Alguns deles usam máscaras contra gás lacrimogêneo e são revistados sob protestos dos manifestantes: "não adianta me revistar, é o Amarildo que vocês têm que achar", gritam.

Atriz em protesto

Na tarde desta segunda, a atriz global Leandra Leal apoia o movimento ao lado da Câmara. Com um adesivo da greve no peito, ela chegou a conversar com PMs do bloqueio pedindo que o direito de ir e vir de todos fosse respeitado, mas não obteve sucesso.

"Essa causa é de todo mundo. Eu estava aqui no Teatro Rival no sábado e fui testemunha de que a repressão policial foi violenta demais. É por isso que estou aqui hoje de novo", disse ela.