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Fui mal no Enem. E agora?

Quem não foi bem no Enem deve tirar um tempo de reflexão e voltar aos estudos com programação - pixelfit/IStock
Quem não foi bem no Enem deve tirar um tempo de reflexão e voltar aos estudos com programação Imagem: pixelfit/IStock

Giorgia Cavicchioli

Colaboração para o UOL

17/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • O primeiro passo é fazer um diagnóstico sobre os pontos fracos e o mau desempenho no Enem 2019
  • A programação de estudos deve ter foco também na prática da redação
  • Vestibulares do meio do ano são uma alternativa para quem teve nota abaixo da média

Com a divulgação dos resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2019 na manhã de hoje, você conferiu a sua pontuação e viu que você não foi tão bem quanto gostaria? Calma, não é o fim do mundo. De acordo com o professor Cláudio Falcão, diretor do Sistema de Ensino pH, você pode se preparar a médio e longo prazo para conseguir uma pontuação melhor no exame.

Aproveite o começo de ano e adote algumas resoluções para ter um desempenho melhor no próximo exame. Abaixo, o UOL listou, com ajuda do professor, algumas dicas para que você que foi mal no Enem.

Não está tudo acabado

Por mais que seja difícil encarar uma nota que está abaixo do esperado, mantenha a calma e que saiba que o sonho de entrar em uma universidade não está acabado.

"Primeiro, calma. Costumo dizer que é um luto e e é preciso digerir isso. Tire um tempo e depois uma semana ou quinze dias volte a estudar", diz Cláudio Falcão.

Segundo o diretor do Sistema de Ensino pH, é importante esse tempo de reflexão, introspecção e até tristeza. Negar esse sentimento, poderia, inclusive, ser prejudicial para os estudos, afirma. No entanto, em um segundo momento, é preciso dar a volta por cima e retomar.

Faça um diagnóstico

De acordo com o professor, o segundo passo para que o estudante supere esse "luto" é fazer um diagnóstico sincero dos problemas encontrados em sua prova. O que você errou? Por qual motivo? O nervosismo foi um problema? Qual matéria é mais difícil para você?

A partir disso, o diretor afirma que será mais fácil entender quais foram os problemas enfrentados na prova e focar nas melhorias. "É fundamental revisar a prova, fazer diagnóstico e traçar um plano de ação, dando atenção no que é preciso reforçar", constata o professor.

Faça um plano de estudos

Depois do diagnóstico, trace um plano de estudo. O cronograma deve conter o tempo que será gasto em cada atividade do seu dia, incluindo atividades físicas, saídas com amigos e família e, certamente, o período investido estudando para o Enem.

"O candidato pensa que vai ter que estudar 15 horas por dia. Mas, não precisa. Dentro desse plano, ele vai ter que buscar um equilíbrio. Não tem um plano de estudo que seja universal. Cada pessoa tem o seu. Mas o que é preciso é que esse plano seja factível. Não adianta ele colocar que vai estudar seis horas se ele sabe que não vai ser cumprido", explica Falcão.

Analise o plano mensalmente

Feito o plano de estudos, analise a necessidade de mudanças na carga horária ou na divisão de tarefas ao longo do dia. O professor afirma que o ideal é que isso seja feito mensalmente. Porém, pode ser feito de dois em dois meses.

"Veja se consegue ir aumentando o tempo de estudo. Mas uma premissa é estudar todos os dias, mesmo que seja pouco tempo", orienta.

Falcão, porém, alerta para a sobrecarga de estudos. "Não pode ser um sofrimento. Tem que ser algo que ele consiga ter foco. Isso é um acordo que ele tem que ter com ele mesmo. Se ele quer atingir um objetivo específico, ele tem que seguir o plano a risca durante os dois meses que ele estipulou", afirma.

Faça exercícios

Segundo o professor, é preciso que o candidato mantenha sempre um tempo reservado para a resolução de exercícios. Caso faça um cursinho, é preciso que, durante a aula, foque no conteúdo e que, em casa, você faça exercícios que ajudem a compreender melhor o que foi visto em sala.

"Assim o estudante também consegue fazer os diagnósticos com mais frequência. Através do exercício, é possível identificar os pontos fortes e fracos. É importante analisar o que você não sabe", diz.

Foque na redação

É necessário praticar semanalmente a escrita de texto dissertativo-argumentativo, nos moldes exigidos pelo Enem. Esse exercício amplia o repertório de temas dos estudantes e ajuda a ter mais confiança na hora da prova. "Depois de fazer a redação, reveja o texto, peça uma correção para um professor e observe no que evoluiu", afirma.

Uma outra dica é revistar os temas de redação de edições anteriores do Enem e ler as redações que tiveram a nota mil, a máxima (veja aqui as dicas de um aluno nota mil)

Vestibulares no meio do ano

Muitas faculdades oferecem um processo seletivo no meio do ano. Sendo assim, o professor Cláudio Falcão aconselha quem não foi bem no Enem 2019 a considerar uma dessas faculdades como opção.

"Faça uma lista das universidades que te interessam e confira se elas têm processo seletivo no meio do ano. Assim, o estudante vai conseguir se programar. Por exemplo, se ele tiver 20 semanas para estudar, como ele vai se organizar para isso? É importante que ele faça esse cronograma de trás para frente", explica.

Cuide do repertório

Reserve uma parte do seu dia para melhorar seu repertório cultural para que consiga mostrar seus conhecimentos durante a prova do Enem do ano que vem.

É importante acompanhar a produção cinematográfica, ir a museus e teatros, e acompanhar o noticiário, por exemplo. Todo o conhecimento adquirido durante o ano vai ajudar na hora de elaborar a redação do Enem.

"Esses hábitos enriquecem os estudos. As atualidades também são fundamentais para estar antenado no que está acontecendo na sociedade", constata.

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