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Bolsonaro mantém silêncio sobre erro na correção do Enem em 2019

Jair Bolsonao com Abraham Weintraub durante posse no Ministério da Educação - Pedro Ladeira/Folhapress
Jair Bolsonao com Abraham Weintraub durante posse no Ministério da Educação Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

23/01/2020 09h23

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se negou hoje a prestar esclarecimentos sobre os erros em parte das notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2019. Segundo o Ministério da Educação, houve "inconsistência" na correção dos gabaritos - na prática, candidatos que fizeram a prova de uma cor tiveram o gabarito corrigido como se fosse de outra.

Segundo Bolsonaro, quem deve se explicar é o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

"Não vou entrar em detalhes aqui. Fala com o ministro lá. Fala com o ministro, ele é a melhor pessoa para te informar sobre isso aí."

As provas são impressas em quatro versões, identificadas por cores: amarela, azul, branca e rosa. As questões são as mesmas, apenas a ordem de apresentação delas é invertida para dificultar que um candidato copie as respostas de outro.

Na versão de Weintraub, a falha aconteceu na gráfica que imprimiu o exame. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC responsável pelo Enem, encerrou o prazo para recebimento de reclamações dos candidatos.

De acordo com a estimativa oficial, "menos de 9 mil" alunos tiveram erros nas notas do Enem. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Weintraub minimizou o problema e disse que o erro afetou cerca de 6 mil candidatos.

"Estamos falando de 0,1% das pessoas, isso dá cerca de cinco ou seis mil candidatos, problemas que vão ser corrigidos. O impacto é baixo e não vai ter nenhum efeito para a maioria das pessoas."

A prova foi aplicada para mais de 4 milhões de candidatos.

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