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Eduardo Paes sanciona plano de carreira de professores do Rio

Do UOL, em São Paulo

02/10/2013 14h06

O prefeito Eduardo Paes sancionou nesta quarta-feira (2) a lei que cria o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações para os funcionários da rede municipal de ensino do Rio. O texto foi aprovado na noite de ontem pela Câmara Municipal, em meio a confrontos entre a polícia e professores do lado de fora do prédio, no centro do Rio. A lei foi publicada na edição de hoje do “Diário Oficial”.

Durante as manifestações de ontem, 23 pessoas ficaram feridas, sendo 12 policiais militares. Os policiais tiveram ferimentos leves e já foram liberados do Hospital Central da Polícia Militar. Os demais feridos foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, de onde também já foram liberados, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

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Os vereadores votaram o projeto de lei com o plenário vazio com 36 votos a favor e três contrários. Parte da oposição deixou a Casa em protesto contra a violência da PM na repressão ao protesto dos professores.

Até ontem, o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ) reivindicava a suspensão da votação do plano de carreira enviado pelo prefeito. O sindicato questionava o plano, entre outras coisas, por privilegiar os funcionários de 40 horas semanais.

Com a sanção da lei, o Sepe diz que vai recorrer à Justiça para discutir a legalidade da votação.

Destruição

O centro do Rio amanheceu com marcas de destruição. Agências bancárias, prédios públicos e comerciais, pontos de ônibus, placas de trânsito, lixeiras e uma cabine policial foram destruídos.

No fim da noite de ontem, a Tropa de Choque da PM dispersou, com bombas de gás lacrimogênio, os manifestantes que retornaram às escadarias da Câmara Municipal do Rio, na Cinelândia, após a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos professores da rede municipal de ensino. A manifestação era formada por professores municipais e membros do grupo Black Bloc.

De acordo com a Polícia Militar, 17 pessoas foram detidas e conduzidas para delegacias da região central da cidade. A PM informou ainda que, entre os presos, nenhum era professor. A Polícia Civil informou que o manifestante Ojuoba Bruno Marinho Barros da Silva, de 25 anos, teve a liberdade condicional revogada e foi encaminhado para uma unidade prisional da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado.