PUBLICIDADE
Topo

Com votação apertada, professores do Rio terminam greve no município

Do UOL, em São Paulo

25/10/2013 19h50

Após cinco horas de uma assembleia tumultuada, os professores da rede municipal do Rio de Janeiro decidiram nesta sexta-feira (25) encerrar a greve iniciada no dia 8 de agosto. Foram 1.065 votos a favor do fim da paralisação contra 889 contra. O encontro começou às 14h40 no Clube Municipal, na Tijuca, zona norte do Rio.

As aulas serão retomadas na terça-feira (29), porque segunda é feriado pelo dia do funcionário público. Ontem os professores da rede estadual decidiram encerram a greve após mais de dois meses.

Durante a assembleia, profissionais da educação chegaram a discutir e houve um princípio de tumulto. Duas votações foram realizadas para saber quais seriam os rumos da paralisação, mas não foi possível medir qual parcela dos professores era a maioria. Na terceira tentativa, a contagem dos votos foi individual.

A decisão ocorre três dias depois que um acordo foi firmado entre Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ) e a prefeitura no STF (Supremo Tribunal Federal). O principal ponto de discussão entre a prefeitura e os professores - o plano de carreira -, não é citado no texto assinado pelas duas partes.

O plano de carreira foi aprovado pela Câmara e sancionado pelo Prefeito Eduardo Paes no dia 2 de setembro. Enquanto a prefeitura diz que o plano é um avanço, o sindicato afirma que ele é insatisfatório.

Protestos

A greve da categoria começou no dia 8 de agosto e chegou a ser suspensa por dez dias em setembro. Neste período, foram realizadas diversas manifestações, algumas delas violentas e com a participação de Black Blocs, e ao menos uma assembleia da categoria por semana.

No dia 26 de setembro, os professores chegaram a ocupar a Câmara Municipal para evitar que o texto fosse votado. Porém, o grupo de cerca de 200 pessoas que ocupava a casa foi retirado à força por PMs, que usaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Houve confronto.

No dia 1° de outubro, os vereadores votaram o projeto de lei com o plenário vazio com 36 votos a favor e três contrários. Parte da oposição deixou a Câmara em protesto contra a violência da PM na repressão ao protesto dos professores. Do lado de fora, manifestantes e PMs voltaram a se enfrentar.