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Após confusão, quatro são detidos em protesto contra reorganização

Lucas Rodrigues

Do UOL*, em São Paulo

2015-12-01T21:31:09

2015-12-02T14:31:06

01/12/2015 21h31Atualizada em 02/12/2015 14h31

Quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, foram detidos após protesto contra a reorganização escolar na avenida 9 de Julho, no centro da capital paulista. A via já foi liberada. A presidente da Ubes, Camila Lanes, também chegou a ser detida durante o ato, mas foi liberada.

Os alunos bloquearam por quase três horas as duas pistas da avenida 9 de Julho, na região central de São Paulo. Por volta das 21h, quando a polícia tentou liberar o trânsito na avenida, houve confusão. Os policiais jogaram spray de pimenta e bombas de efeito moral contra os manifestantes. Para impedir o avanço da tropa, os alunos fizeram barricadas com sacos de lixos e caixas de papelão.

Os quatro detidos, entre eles dois adolescentes de 15 e 17 anos, foram liberados por volta das 2h30 desta quarta-feira (2). Eles tinham sido levados pela Polícia Militar ao 78º DP (Jardins).

Essa não é a primeira manifestação nesta semana contra a reestruturação das escolas, que pretende "disponibilizar" 93 escolas para outros fins educacionais e separar os estudantes em ciclos (escolas com alunos dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio).

A medida tem causado protestos diários, além da ocupação de cerca de 200 escolas por estudantes e movimentos sociais. Ontem à noite e na manhã desta terça, manifestantes ocuparam a marginal Tietê. Na segunda-feira foi a vez de um dos mais importantes cruzamentos da capital: avenida Faria Lima e avenida Rebouças.

No domingo (29), o chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Fernando Padula, se reuniu com dirigentes regionais de ensino para convocar um mutirão de visitas às escolas ocupadas no Estado, que deveria ser realizado a partir desta segunda-feira. Segundo o áudio da reunião, que vazou e foi publicado nas redes sociais, o objetivo seria convocar pais e alunos para tentar desmobilizar o movimento.

"O governo declarou guerra, nós consideramos isso um absurdo. Como se declara guerra antes de negociar? Nós estamos mostrando que estamos na rua e não só nas escolas", disse um estudante sobre o áudio da reunião.

(Com Agência Estado e Folha)

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