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Weintraub diz que alunos inscritos decidirão data do Enem: 'Democracia'

Abrahan Weintraub, durante live - Reprodução/Instagram
Abrahan Weintraub, durante live Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

19/05/2020 18h46

Horas depois de anunciar uma pesquisa para alunos inscritos no Enem opinarem sobre o possível adiamento da prova, o ministro da Educação Abraham Weintraub prometeu que o resultado definirá se a prova será ou não adiada.

Em transmissão ao vivo pelo Instagram, o ministro explicou como funcionará a votação, que chamou repetidas vezes de "democrática".

"Eles [os alunos inscritos] vão acessar a página do Enem com seu código e escolher entre as alternativas, que são suspender o Enem, manter a data proposta ou adiar a prova por 30 dias", disse Weintraub. "Diante disso, saberemos o que fazer. Nada mais democrático do que deixar o jovem decidir o que quer da vida".

Weintraub disse que, até o momento, 4,1 milhões de estudantes já se inscreveram para fazer a prova — as inscrições estão abertas desde 11 de maio e encerram na próxima sexta-feira (22). A previsão é que, até lá, 5 milhões de estudantes estejam inscritos.

O ministro rebateu críticas de que a manutenção da prova prejudicaria alunos de baixa renda, que não têm acesso à internet e, com isso, não conseguem estudar à distância. Ele alegou que 98% dos alunos inscritos no Enem declararam, na inscrição, que têm acesso à internet em um celular próprio e 75% disseram ter acesso a um computador conectado em casa.

"Está difícil para todo mundo"

Na live, o chefe do MEC minimizou as dificuldades dos estudantes, especialmente os de escola pública.

"Entendo o momento difícil pelo qual o Brasil está passando, participo desse sofrimento, mas não é se trancando em casa até o fim do mundo que vai resolver, o pessoal tem que seguir a vida", disse. "Sei que para alguns é difícil, mas está difícil para todo mundo".

Weintraub continuou: "Eu não tenho condições de jogar basquete na NBA, isso é injusto? Tem gente que vai entrar em medicina, gente que vai entrar em engenharia, gente que vai para outras habilidades. E, para corrigir as desigualdades, há o sistema de cotas, tanto para negros e índios, quanto para alunos de ensino público. Isso, em tese, garante o equilíbrio".

Ele afirmou, ainda, que o último ano da vida escolar, o terceiro do Ensino Médio, "não faz diferença da vida profissional do jovem". "Não é nos último seis meses que você vai tirar a diferença de 14, 15 anos de estudo".

"A grande maioria [dos inscritos] já concluiu o Ensino Médio no ano passado, é gente que não conseguiu entrar de primeira", acrescentou.

Enem digital

O Enem digital acontece esse ano pela primeira vez, 50 mil estudantes, cerca de 1% dos inscritos. Segundo Weintraub, essa opção esgotou no segundo dia de inscrições abertas.

"As pessoas querem fazer o Enem digital, querem evoluir, querem avançar. A gente desconfiava que ia ter uma demanda muito grande, mas esgotou que nem pão quente", disse.

Weitraub prometeu aumentar o Enem digital no ano que vem e aplicar a prova on-line para 500 mil alunos — cerca de 10% dos inscritos. "Até 2026, espero que antes, vamos fazer 100% digital", acredita.

Ele alega que essa opção é a ideal para os chamados "treineiros", alunos de 2º ano do Ensino Médio que prestam a prova um ano antes para testar os conhecimentos. Segundo o ministro, eles representam 12% dos inscritos.

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