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Enem 2021: quais são os assuntos que mais caem em história?

Getúlio Vargas (esq.) em visita a Santos (SP); Era Vargas é tema recorrente de questões do Enem - Laércio/Acervo UH/Folhapress
Getúlio Vargas (esq.) em visita a Santos (SP); Era Vargas é tema recorrente de questões do Enem Imagem: Laércio/Acervo UH/Folhapress

Carolina Cunha

Colaboração para o UOL

25/10/2021 04h00

O conteúdo de história do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é cobrado dentro da prova de ciências humanas, que acontece no dia 21 de novembro, o primeiro domingo do exame.

Para se dar bem, o estudante precisa ter um bom domínio da cronologia e dos principais tópicos do programa do ensino médio. Nessa reta final, vale focar nos assuntos que, provavelmente, serão os mais cobrados.

Thomas Wisiak, coordenador de história do Curso Etapa, em São Paulo, explica que o candidato precisa entender as características principais da prova de história do Enem. "São cerca de dez questões. A predominância é o uso de textos como material de apoio, muitas vezes para identificar o contexto histórico abordado no exercício", afirma.

O estudante deve se atentar aos períodos de mudança política, econômica e social e, ainda, às palavras-chave do programa para cada período da história geral e do Brasil, como o mercantilismo e o liberalismo, por exemplo."
Thomas Wisiak, coordenador de história do Curso Etapa

Para o professor Daily de Matos, coordenador de história do Objetivo, a tendência da prova é ser mais conteudista. "De uns anos para cá, a prova de história começou a cobrar mais conteúdo, mas antes era uma prova de leitura e interpretação de texto", diz.

"Agora precisa conhecer os conceitos claramente. O Enem costuma inserir dois textos com diferentes pontos de vista de um mesmo assunto. Podem aparecer análise de charges, imagens, quadrinhos ou ainda algum personagem histórico do Brasil, por exemplo, o líder abolicionista Luiz Gama. Também é comum uma pergunta interdisciplinar com análise histórico-geográfica, como a interpretação de um mapa ou gráfico."

Assuntos de história do Brasil são os que aparecem com maior frequência, segundo os professores. "Mas não é uma regra. O aluno deve estar preparado para qualquer possibilidade no dia do exame", diz Felipe da Costa Mello, professor de história do Colégio e Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, em Campinas (SP).

Segundo o professor do Oficina do Estudante, em história do Brasil são temas de grande relevância o Segundo Reinado, governos pós-ditadura militar, a Era Vargas, República Velha, administração colonial, ditadura militar, sistema e economia colonial, República liberal (1946-1964), crise do sistema colonial e Independência do Brasil.

Já em história geral, Costa Mello ressalta a Segunda Guerra Mundial e suas consequências, Baixa Idade Média, Grécia e Roma, reformas e revoluções, Segunda Revolução Industrial e Primeira Guerra Mundial, grandes navegações, revolução industrial e iluminismo.

Daily de Matos ressalta que a revolução industrial e todas as suas fases é um tema que sempre cai no exame. "Isso reflete a competência de entender o impacto de inovações tecnológicas em processos e sistemas produtivos", afirma o professor.

Ele ainda cita a necessidade de atenção para os movimentos sociais no Brasil, como a cabanagem e a Guerra de Canudos.

Outro assunto que o professor Daily de Matos destaca é o patrimônio material e imaterial do Brasil, relacionado à memória e à cultura brasileira. A dica dele é o aluno acessar o site do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para conhecer a diversidade do tema.

Os candidatos devem ainda ficar atentos aos assuntos de atualidades que ajudam a entender conceitos históricos. "Por exemplo, pode cair o bicentenário da Independência ou o centenário da Semana de Arte Moderna de 22 e vanguardas artísticas. E também questões de direitos e cidadania, como a inclusão de grupos sociais e as questões negra e racial", diz.

Ele ressalta ainda a polêmica da destruição de estátuas de personagens históricos do colonialismo, um tema emergente no mundo desde 2020.

Para o professor Felipe da Costa Mello, também é necessário entender os assuntos que não devem cair no exame.

"Creio que as questões do Enem deste ano escapem de temas que geram polêmica, como ditadura militar, questões de gênero ou regimes autoritários. A tendência é que busque uma suposta neutralidade, exigindo dos candidatos conhecimentos sobre Antiguidade, Primeira República e Idade Média."

Segundo o colégio Etapa, considerando os últimos seis anos de provas, houve uma abordagem frequente dos seguintes tópicos:

  • História Antiga: política na Grécia (a vida na pólis) e política em Roma (República e Império);
  • Idade Média: transformações econômicas e produtivas, políticas e sociais na Baixa Idade Média;
  • Época contemporânea: política e economia no período entre guerras, o mundo pós-Segunda Guerra Mundial: política internacional e África (descolonização e a questão da segregação racial na África do Sul);
  • Brasil Colônia: administração colonial, economia e escravidão;
  • Brasil monárquico: processo de Independência e organização do Estado nacional brasileiro e o abolicionismo;
  • Brasil República: política e economia na República Velha; a Era Vargas e o governo de JK.

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