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Estudantes fazem novo protesto e fecham vias em São Paulo

Do UOL, em São Paulo

2015-12-04T07:51:48

2015-12-04T10:39:56

04/12/2015 07h51Atualizada em 04/12/2015 10h39

Alunos da USP (Universidade de São Paulo) e estudantes secundaristas realizam na manhã desta sexta-feira (4) protestos na zona oeste e no centro de SP em apoio às manifestações dos alunos da rede estadual de ensino contra a reorganização escolar.

Por volta das 10h, eles fechavam a avenida Paulista, onde dois grupos se reuniram: um que protestava na avenida Rebouças e outro que partiu da rua da Consolação. A via foi bloqueada no cruzamento com a rua da Consolação na manhã.

O ato começou, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), por volta das 7h, quando o grupo fechou a rua Alvarenga, na altura da rua Afrânio Peixoto, na zona oeste de São Paulo. A via ficou totalmente bloqueada por volta das 7h40 desta sexta. A manifestação chegou a afetar o trânsito da marginal Pinheiros, sentido Interlagos, que apresentava 5,6 km de lentidão na pista expressa no horário, desde a rodovia Castello Branco até a ponte Cidade Universitária.

Por volta das 8h30, os estudantes deixaram a rua Alvarenga e se dirigiram até a avenida Francisco Morato, que ficou totalmente bloqueada no sentido centro, na altura da praça Jardim de Lima. No local, eles se juntaram a estudantes secundaristas, que se concentravam na via.

Pouco depois, eles caminharam pela ponte Eusébio Matoso fechando o trânsito dos veículos no sentido centro.

Por volta das 9h, o grupo fechou a avenida Rebouças e seguiu no sentido centro. Eles carregavam cadeiras escolares e tentaram fechar o cruzamento da Rebouças com a Faria Lima, mas foram impedidos pela Polícia Militar, que jogou uma bomba de gás contra os manifestantes.

Com os ônibus parados no corredor de ônibus da Rebouças, passageiros desceram e começaram a seguir a pé pela avenida.

Ontem, estudantes da rede estadual realizaram protestos em vários pontos da cidade.

Reorganização escolar

A reorganização da rede estadual de ensino foi anunciada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB-SP) em setembro. A medida fecha 93 escolas e reorganiza as restantes por ciclo único. Deste modo, estudantes do ensino fundamental ficam em unidades diferentes do ensino médio.

Desde o anúncio da reorganização, alunos, pais e professores têm realizado protestos em vários pontos do Estado. Eles argumentam que o objetivo da reestruturação é cortar gastos e temem a superlotação das salas de aulas, além de alegarem a ausência de diálogo durante o processo. Cerca de 200 escolas estão ocupadas por estudantes.


 

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