Como calcular a média do Enem? UOL tira suas dúvidas
Os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2019, considerado a principal forma de ingresso no ensino superior no Brasil, foram divulgados na manhã de hoje. Com o desempenho obtido no exame, é possível concorrer a vagas em universidades públicas e particulares de todo o país ou até mesmo no exterior. Mas você sabe como a média do Enem é calculada? Entenda:
A prova do Enem é dividida em quatro áreas de conhecimento: Matemática, Linguagens e Códigos, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Há também a prova de redação, cuja nota vai de zero a 1.000.
A média simples de um candidato pode ser calculada somando o desempenho em cada uma das áreas (incluindo a nota de redação) e dividindo esse valor por cinco.
Ela é utilizada para o Prouni (Programa Universidade para Todos), que oferece bolsas de estudo para o ensino superior; o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que oferece financiamento; e algumas das vagas ofertadas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) em instituições públicas de ensino.
Para se inscrever no Prouni, por exemplo, o candidato precisa ter alcançado uma média de no mínimo 450 pontos e não ter zerado a prova de redação. A regra vale também para o Fies.
Mas, para concorrer a vagas em universidades ou também em algumas vagas ofertadas pelo Sisu, é comum que sejam estabelecidos pesos diferentes para cada uma das áreas avaliadas.
Ou seja, para um curso da área de exatas, por exemplo, uma instituição pode determinar que a nota obtida pelos candidatos em Matemática no Enem tenha maior peso na hora de se fazer o cálculo da média. Esse critério pode ser estabelecido pelas universidades e pode ser consultado nas regras dos processos seletivos.
Nota não depende só do número de acertos
Para entender o desempenho obtido no Enem, não basta apenas somar o número de questões acertadas na prova, que é divida em quatro áreas de conhecimento além da redação.
Isso porque o Enem utiliza uma metodologia chamada TRI (Teoria de Resposta ao Item), que diferencia as questões de acordo com o nível de dificuldade. Utilizado para priorizar a coerência no desempenho dos estudantes, esse método também é conhecido como sistema "anti-chute".
Isso porque, se o candidato acerta as questões mais difíceis, mas erra as que são consideradas fáceis, é provável que ele tenha chutado uma das respostas. Por isso, ele terá uma nota inferior à de um outro candidato que acertou o mesmo número de questões consideradas mais fáceis, mas errou as mais difíceis.
Dessa forma, duas pessoas que fizeram a mesma edição do Enem e tiveram número igual de acertos podem ter notas diferentes.
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