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Manifestantes jogam bombas contra Câmara no Rio; PM não reage

Giuliander Carpes e Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

07/10/2013 20h27

Um grupo de manifestantes jogou ao menos três bombas caseiras (coquetel molotov) na porta lateral da Câmara dos Vereadores pela rua Evaristo da Veiga -- onde há também um quartel da PM (Polícia Militar). Após a terceira bomba, a porta quase pegou fogo. A confusão começou por volta das 20h. Até 20h20, a PM não havia interferido na depredação.

Os manifestantes estão forçando a entrada na Câmara dos Vereadores na noite desta segunda (7). Um prédio vizinho teve os tapumes retirados e a entrada toda quebrada. Grupos de manifestantes já depredaram uma agência bancária do Banco do Brasil, localizada na mesma rua. Outro grupo ataca um posto do Itaú no entorno da avenida 13 de maio.

O policiamento dos protestos no Rio de Janeiro está menos ostensivo nesta segunda-feira (7). Segundo a PM (Polícia Militar) do Rio de Janeiro, há 500 policiais destacados para a segurança do evento -- na semana passada, a PM enviou 700 policiais. Ainda segundo a PM, o evento já soma 10.000 manifestantes.

Pichação

Um grupo de manifestantes mascarados, identificados como Black Blocs, pichou a parede lateral da Câmara dos Vereadores. 

Por volta das 19h40, houve confusão na lateral da Câmara. Manifestantes lançaram artefatos explosivos em direção a um grupo de PMs (policiais militares) que avançava pela rua Evaristo da Veiga. Os policiais recuaram e não reagiram.

Pelo menos dez mil manifestantes ocupam neste momento a praça da Cinelândia, onde está situada a Câmara de Vereadores e o Theatro Municipal. As escadarias dos dois prédios estão tomadas.

Próximo à Câmara, na rua Evaristo da Veiga, há um cordão de PMs na entrada do quartel-general da corporação. Policiais militares também estão posicionados no interior da sede do poder Legislativo. Do lado de fora da Casa, manifestantes lançam para o alto fogos de artifício, mas sem o objetivo de atingir o imóvel.

Menos policiamento

O policiamento dos protestos no Rio de Janeiro está menos ostensivo nesta segunda-feira (7). Segundo a PM (Polícia Militar) do Rio de Janeiro, há 500 policiais destacados para a segurança do evento -- na semana passada, a PM enviou 700 policiais. Ainda segundo a PM, o evento já soma 10.000 manifestantes.

Policiais e manifestantes entraram em conflito no dia 1º de outubro com o saldo de 23 feridos

Na Cinelândia, ponto final da passeata, chama a atenção a ausência de policiais. As escadarias do Theatro Municipal, um ponto sempre resguardado pela PM em eventos desse gênero, estão tomadas por manifestantes.

A reportagem do UOL não avistou policiamento na Candelária, onde ocorreu a concentração a partir das 17h -- havia apenas um carro que deixou o local por volta das 17h30, quando os manifestantes começaram a chegar. O primeiro grupamento de policiais só foi avistado pela reportagem na avenida Rio Branco na altura da rua Almirante Barroso.

Um cordão de manifestantes mascarados, identificados como Black Blocs, abria a passeata entre a Candelária e a Câmara. Nesta segunda, a reportagem do UOL não viu nenhum deles ser abordado para se identificar ou para tirar as máscaras como  aconteceu em outros eventos.