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Após rotina de 12 horas de estudo, aluno consegue 4ª melhor média do Sisu

Thomáz Fernandes Martins, 18, teve a quarta melhor nota do Enem 2013 e ingressou no curso de engenharia mecânica da UFRJ  - Arquivo pessoal
Thomáz Fernandes Martins, 18, teve a quarta melhor nota do Enem 2013 e ingressou no curso de engenharia mecânica da UFRJ Imagem: Arquivo pessoal

Felipe Martins

Do UOL, no Rio de Janeiro

24/01/2014 05h00Atualizada em 24/01/2014 09h17

O agora calouro do curso de engenharia mecânica Thomáz Fernandes Martins, 18, teve durante um ano, uma rotina de quase 12 horas diárias de estudo para as provas de ingresso ao ensino superior. Com 856,46 pontos, o estudante teve a quarta melhor média do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2013, mas afirma que não se preparou especificamente para o exame. O objetivo principal do jovem era a aprovação nos exames do IME (Instituto Militar de Engenharia) e do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica).

Embora more em Niterói, região metropolitana do Rio, onde fica a UFF (Universidade Federal Fluminense), o garoto escolheu a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), para a formação tecnológica.

"Meus pais sempre me falaram que a preocupação deveria ser escolher o melhor lugar para estudar e não o mais perto. Meus professores sempre me indicaram a UFRJ e acho que lá está o melhor curso de engenharia". Na UFRJ, ele obteve o 3ª lugar geral na classificação e ficou em 1º no curso de engenharia mecânica.

Aprovados

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Thomáz conta que a atenção às aulas foi fundamental para o desempenho nas provas. "Até o segundo ano eu nem abria os livros em casa".  O jovem lembra que alterou a rotina apenas um mês antes das provas. Até então, disse ele, levava uma vida normal, aproveitando o final de semana para descansar e sair com os amigos.

"Nunca fui um cara daqueles que fica restrito aos estudos. Durante o ano saí com meus amigos durante os finais de semana; a gente ficava em bares, restaurantes, como qualquer jovem da nossa idade. Somente faltando um mês para as provas do IME e do ITA eu deixei de sair", disse o jovem.

No começo do ano, o adolescente dividia o dia entre o terceiro ano do ensino médio pela manhã (das 7h às 13h45) no colégio PH e o curso preparatório para os institutos militares (das 14h às 20h), sempre em Niterói.

"Sempre chegava atrasado ao curso", lembra.  Percebendo o ótimo desempenho de Thomáz nos simulados, o colégio ofereceu a ele no segundo semestre aulas particulares diárias no turno da tarde para a preparação para os mesmos exames, das 14 às 19h.

Enem sem pressão

A aprovação para o ensino militar acabou não acontecendo, mas o resultado no Enem faz o adolescente considerar que o objetivo de ingressar no ensino superior entre os melhores foi alcançado. "Eu queria tentar o IME e o ITA mais pelo desafio, mas nunca fui um apaixonado pela carreira militar. Não gosto da disciplina que é exigida", alegou.

Ele acredita que ter feito a prova do Enem sem se sentir pressionado foi outro fator positivo. "A minha meta principal era o IME porque é um curso que achava possível passar e ainda tem a vantagem de ficar no Rio. O nervosismo acabou me atrapalhando. Acabei me atrapalhando com o tempo da prova, preso a algumas questões. Por outro lado, acabei fazendo o Enem mais tranquilamente, o que me ajudou a conseguir esse resultado."

Apesar das muitas horas de estudo no colégio, Thomáz garante que em nenhum momento achou sacrificante a rotina de estudos. "Os professores eram ótimos. Eu adorava as aulas. O tempo passava rápido. E no colégio todo mundo estava interessado em passar. Isso estimulava ainda mais", disse ele.

O deslocamento de Niterói para o Rio; a decisão sobre futuro no meio acadêmico ou mercado, nada disso toma ainda a cabeça do novo universitário. Depois de um ano concentrado em chegar a uma universidade, ele vem dedicando o mês de janeiro ao descanso e à diversão. 

"Ainda não parei para pensar muito no futuro. Tenho algumas ideias, mas nada decidido. As oportunidades irão aparecer com o tempo e com a dedicação aos estudos. Posso fazer o Ciências Sem Fronteiras e ir para a Universidade de Paris ou as dos Estados Unidos, mas nem sei como isso funciona. Não quero pensar muito nisso, pelo menos por enquanto", contou. 

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