Grevistas fazem protesto em frente à reitoria da USP nesta terça
Um ato unificado de estudantes, professores e funcionários da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual Paulista) acontece na tarde desta terça-feira (10) em frente ao prédio da nova reitoria da USP.
Segundo Pedro Serrano, um dos diretores do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP, a manifestação é para pressionar a reabertura das negociações de reajuste salarial de professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas. De acordo com o estudante, cerca de 1.000 pessoas estão no local.
As três universidades enfrentam greves de professores e funcionários - na USP, os alunos também aderiram à paralisação. A greve conjunta é uma resposta à reunião do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) que decidiu não dar reajuste salarial a funcionários e professores. O aumento reivindicado é de cerca de 10%.
O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) informou que as três instituições não podem dar reajuste porque os orçamentos já estão totalmente comprometidos com folha de pagamento. O conselho também decidiu prorrogar as discussões sobre aumento salarial para o segundo semestre deste ano.
Adesões segundo as universidades
De acordo com a assessoria de imprensa da USP, o protesto é pacífico e a greve na universidade atinge cerca de 20% das unidades.
A Unesp informou que a greve é parcial e atinge 17 unidades: Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Jaboticabal, Marília, Ourinhos, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Paulo.
3 Comentários
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Pq não oferece um bom aumento em troca de tirar a estabilidade de todos funcionários federais. Justo, ai vamos ver quem trabalha mesmo!!!
E assim começa mais uma pluralização de interesses e reivindicações. Esse é o atual problema dos movimentos sociais. A perda de um objetivo central causa o enfraquecimento da greve. É semelhante ao caso das manifestações de JUN/2013, no qual, a partir do momento em que misturaram-se os focos dos protestos, houve grande perda de força dos mesmos. Vamos lá! Uma coisa por vez!