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Professores do RJ planejam entrar com processo judicial contra PM

29.set.2013 - Professores da rede municipal do Rio de Janeiro protestam em frente à Câmara Municipal; classe é contra mudanças propostas por governo - Tânia Rêgo/Agência Brasil
29.set.2013 - Professores da rede municipal do Rio de Janeiro protestam em frente à Câmara Municipal; classe é contra mudanças propostas por governo Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

29/09/2013 17h52Atualizada em 29/09/2013 19h29

Os professores e funcionários da rede de ensino municipal do Rio de Janeiro consideram entrar com medidas judiciais contra a Polícia Militar após serem removidos da Câmara dos Vereadores na noite deste sábado (28). Representantes do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino) disseram neste domingo (29) que a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para remover os ocupantes do palácio Pedro Ernesto.

Ao participar neste domingo na inauguração da Cidade da Polícia Civil, o governador Sérgio Cabral comentou a situação dos professores. Ele disse que não podia julgar a atitude dos policiais, pois não viu a ação. No entanto, criticou a forma como os funcionários do ensino municipal estão agindo.

"Uma coisa é ter a participação da população, algo muito importante. Outra é a ocupação do plenário de um prédio público de uma maneira que não é aquela que deve ser feita por quem quer participar dos debates", disse. "Acho que ocupar o plenário de uma casa legislativa não é a melhor maneira de acompanhar o debate."

No início da tarde deste domingo, mais de 100 professores e funcionários ligados ao sindicato foram em frente à Câmara para protestar contra a ação policial. Pelo menos duas pessoas foram detidas durante a reocupação do órgão legislativo municipal pela polícia. O sindicato ainda avalia se houve mais duas prisões de manifestantes.

Os professores protestam contra um plano de cargos e salários da categoria, que estava para ser votado, e também protestavam contra a composição CPI dos ônibus na Câmara.

Mesmo com manifestação deste domingo, alguns professores estão acampados em frente ao palácio Pedro Ernesto. Segundo o sindicato, no início da tarde havia pelo menos dez pessoas lá. Eles devem ficar no local até terça-feira (1º), quando haverá uma assembleia para definir os próximos passos do grupo de funcionários municipais.

Ocupação dos professores

Os professores e funcionários da prefeitura, cerca de 200 pessoas segundo representantes do Sepe, ocupavam a sede da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro desde quinta-feira (26). Na noite deste sábado (28), a polícia agiu e tirou os ocupantes do local à força

Duas pessoas foram detidas durante a remoção dos funcionários públicos da Câmara. Ambos os profissionais prestaram depoimento e foram liberados pela manhã deste domingo. O sindicato contabiliza ainda 20 pessoas que saíram feridas após a ação da polícia.

Em nota do sindicato, a categoria repudia as circunstâncias da desocupação e acusa a PM de usar de "extrema violência" contra os manifestantes, incluindo o uso de cassetetes e armas de choque.

"Foram usadas armas de choque, e um dos manifestantes, mesmo desmaiado, foi levado pela polícia", diz o comunicado.

Em nota, a Polícia Militar informou que a desocupação da Câmara Municipal na noite de sábado (28) atendeu a um ofício do presidente da Casa. Segundo a PM, Jorge Felippe [presidente da Câmara] solicitou a reintegração e a retirada dos professores que ocupavam o Palácio Pedro Ernesto desde quinta-feira (26).

"O comando da PM tentou durante todo o período de ocupação uma forma de entendimento, mas não houve acordo, a PM cumpriu a determinação da Justiça", diz a nota.

Em nota, a Câmara dos Vereadores agradece o apoio da Polícia Militar e garante que a atividade legislativa será retomada normalmente nesta segunda-feira (30). “Durante os três dias de ocupação, todas as tentativas de diálogo com os manifestantes, promovidas pelos vereadores e agentes da PM, foram esgotadas”.

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)