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SP: 200 "Mulheres contra Cunha" vão até escola ocupada de SP

Lucas Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

12/11/2015 22h27

Cerca de 200 manifestantes do ato "Mulheres contra Cunha" terminaram o protesto marcado para a tarde desta quinta 12 na E.E Fernão Dias, em Pinheiros, zona oeste da capital. A estimativa é da Polícia Militar.

O grupo, formado por mulheres em sua maioria, foi demonstrar apoio ao movimento dos alunos que ocupam a escola desde a manhã de terça em protesto contra a reorganização da rede de estadual proposta pelo governo Alckmin (PSDB-SP).

"Mulheres contra Cunha" realizou uma passeta contra o Projeto de Lei 5.069, que dificulta o acesso ao aborto legal às vítimas de estupro de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O grupo saiu do Masp (Museu de Arte de São Paulo), fez passeata pela avenida Paulista e chegou em Pinheiros por volta das 21h15.

Até 22h15 ainda estavam na avenida Pedroso de Morais, ocupando uma das pistas que está fechada desde o início da ocupação da escola.

Contra reorganização, Cunha e PM

Em frente à escola, com tambores e megafones, os manifestantes gritavam não apenas palavras de apoio aos estudantes, mas também contra o governado Geraldo Alckmin e contra a PM. "Não acabou. Tem que acabar. Eu quero o fim da Polícia Militar", gritaram.

Algumas horas antes, a PM e alguns manifestantes haviam entrado em confronto. Desconfiados de um cinegrafista amador que filmava os policiais, os PMs resolveram revistá-lo. Ao perceber a movimentação da polícia, os demais manifestantes se aglomeraram ao redor do colega com a câmera.

O clima ficou pesado com a chegada da tropa de choque, que se retirou antes de o grupo "Mulheres contra Cunha" chegar. A PM não quis explicar por que a tropa foi chamada nem por que ela se retirou.

Os estudantes que ocupam a escola são contra a reorganização da rede em escolas de ciclos únicos -- ou seja, com estabelecimentos apenas com alunos do fundamental 1 (anos iniciais), fundamental 2 (anos finais) ou ensino médio. A medida vai fechar 94 escolas em 2016.