Expansão espanhola

Newton Nazaro

Objetivos

1) Proporcionar uma visão da expansão marítima européia do ponto de vista dos espanhóis, os primeiros concorrentes dos portugueses nas navegações atlânticas;

2) Avaliar as condições em que a Espanha se encontrava no momento em que deu início às grandes navegações;

3) Destacar a importância da busca de uma nova rota de comércio com as Índias;

4) Demonstrar a proposta de Cristóvão Colombo de chegar ao Oriente via Ocidente e a resistência da Igreja à idéia;

5) Explicitar os interesses que se formaram em torno das terras descobertas pelo "Almirante das Índias" e sua disputa com a nobreza;

6) Observar que, no conflito com a nobreza, Colombo saiu derrotado e a vitória de seus adversários marcou as linhas mestras da colonização da América;

7) Explicar por que Cristóvão Colombo morreu sem saber que tinha descoberto um novo continente.

Comentário

Poucas foram as condições favoráveis reunidas pela Espanha, se comparadas às de Portugal. Envolto em calorosa polêmica sobre a possibilidade de encontrar um caminho para as Índias pela via ocidental, pode-se afirmar que o projeto de Colombo, apesar da resistência encontrada, foi decisivo para que a Espanha se lançasse às navegações pelo Atlântico quando seus vizinhos, os portugueses, já o faziam havia 77 anos.

O extremo sul do continente africano já era conhecido dos portugueses quando o "Almirante das Índias" deu início às grandes navegações castelhanas. Cada um dos reinos ibéricos tinha uma barreira continental a contornar. Se coube aos espanhóis a glória do descobrimento da América, foram os portugueses os primeiros a chegar às Índias.

Ponto de partida

Um bom atlas histórico é instrumento valioso para o preparo dessa aula, como o "Atlas da História do Mundo (Folha de S. Paulo/The Times, 1995) e o volume referente à "História Moderna", de Colin McEvedy, da editora Verbo/EDUSP.

Sobre a conjuntura espanhola e européia, no momento do início das grandes navegações daquele país, o livro "História Moderna", de André Corvisier (Bertrand Brasil, 1995) é uma fonte rica em detalhes. Imprescindível para a preparação dessa aula são o livro "Diários da Descoberta da América", do próprio Cristóvão Colombo (L&PM, 1991), e o filme "1492 - A Conquista do Paraíso", dirigido por Riddley Scott, em 1992, em comemoração ao quinto centenário do descobrimento da América.

Ler ainda, no site Educação Descoberta da América: as viagens de Cristóvão Colombo, seção Ensino Fundamental, e Grandes navegações: a expansão marítima espanhola, seção Ensino Médio.

Estratégias

1) Para que o aluno tenha uma noção mais ampla da expansão marítima européia, é importante que haja visto as navegações portuguesas e os fatores favoráveis ao seu pioneirismo;

2) A cronologia é importante para que o aluno se situe durante o aprendizado;

3) Recursos como transparências ou vídeo-show podem ser utilizados para dar uma idéia do trajeto das quatro viagens de Colombo.

Atividades

Durante a exposição do assunto, seria interessante criar expectativa sobre a exibição do filme de Riddley Scott. Após a exibição, os alunos passam a expor as associações entre filme e matéria vista em aula.

Sugestões

Para quem gosta de uma boa polêmica, o livro "O Português Cristóvão Colombo, Agente Secreto do Rei Dom João 3o", do historiador português Mascarenhas Barreto (Referendo, 1988) coloca em xeque a origem genovesa do navegador e defende a idéia de que se tratava de um infiltrado, na Espanha, a serviço do rei de Portugal, para dissuadir o reino vizinho de uma eventual pretensão de navegar pela costa africana.

Newton Nazaro
é graduado em História pela PUC-SP, professor do Curso Intergraus, em São Paulo, e co-autor da coleção "Panoramas da História", a ser lançada pela Editora Positivo.

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