Conhecendo gêneros discursivos

Nilma Guimarães

Objetivos

1) Aperfeiçoar as habilidades de leitura e interpretação de códigos verbais e não verbais;

2) Relacionar a escolha do gênero discursivo à finalidade do uso da linguagem;

3) Capacitar-se no reconhecimento, compreensão e uso de linguagens não verbais;

4) Exercitar a proficiência como leitor nas diferentes modalidades de linguagem.

Ponto de partida

O homem produz linguagens, transforma outros homens com ela e transforma também a si mesmo por meio da interação com o mundo. A linguagem, portanto, não é um objeto que pode ser aprisionado e controlado, pois está em constante transformação. Assim, uma palavra ou um símbolo pode ter um significado unívoco, quando tomados isoladamente, fora do espaço sócio-interativo, mas seu sentido só se revela a partir do contexto ou situação na qual estão inseridos.

Sugestões de atividades

1) Apresentar à classe diferentes modalidades de texto ou discurso, propondo um levantamento das características formais e do uso de cada um desses discursos;

2) Formular perguntas destinadas a pontuar a discussão sobre as modalidades textuais:

a) Pode-se considerar na elaboração do texto a possível individualidade do autor/enunciador, ou seja, seu estilo de se manifestar linguisticamente e construir seu discurso?

b) Trata-se de um gênero discursivo que deve obedecer a um formato ou padronização, como um "documento oficial" ou uma "nota de serviço", nos quais não há espaço para a subjetividade?

3) Discutir os conceitos de texto ou discurso a partir de concepções teóricas diferentes, apresentadas abaixo.

a) "Em sentido amplo, a palavra texto designa um enunciado qualquer, oral ou escrito, longo ou breve, antigo ou moderno. Concretiza-se, pois, numa cadeia sintagmática de extensão muito variável, podendo circunscrever-se tanto a um enunciado único ou a uma lexia quanto a um segmento de grandes proporções." (E. Guimarães)

b) "A linguagem é considerada aqui como a capacidade humana de articular significados coletivos e compartilhá-los em sistemas arbitrários de representação, que variam de acordo com as necessidades e experiências da vida em sociedade. A principal razão de qualquer ato de linguagem é a produção de sentido." (Parâmetros Curriculares Nacionais, 2000)

Fontes de consulta

BAKTHIN, M. "A Estética da Criação Verbal", Martins Fontes.

BAKTHIN, M. "Marxismo e Filosofia da Linguagem", Hucitec.

GUIMARÃES, E. "A Articulação do Texto", Ática.

KOCH, I.V. "O Texto e a Construção dos Sentidos", Contexto.

Nilma Guimarães
é graduada e licenciada em Letras Clássicas e Vernáculas pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Atualmente faz mestrado em Educação pela Faculdade de Educação da USP, na área de metodologia do ensino de Língua Portuguesa.



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