Solo: estrutura e composição





Autor Cristina Faganeli Braun Seixas




  • Catriona Gray/BBC

    Solo de terra seca

    Solo de terra seca

Objetivos

- Observar o solo de diferentes locais da escola.

- Comparar as amostras de solo e descrever algumas características, tais como: granulação, umidade, pH, etc.

- Coletar dados de maneira a incentivar a investigação.

- Sistematizar a informação utilizando diferentes linguagens, como desenhos, registro fotográfico, relato de sensações (cheiro, textura, etc.).

- Apresentar as informações coletadas, aprimorando a oralidade e a desenvoltura dos educandos.

- Analisar o solo verificando evidências de sua composição.

- Organizar dados utilizando a linguagem científica (gráficos e tabelas).

Comentários

O solo é formado a partir das rochas, através da ação da chuva, do gelo, do vento e da temperatura, que, com o passar do tempo e com a ajuda dos organismos vivos (fungos, líquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, transformando-as em material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral.

O tipo de solo encontrado em cada local depende de vários fatores: o tipo de rocha matriz, a quantidade de matéria orgânica, a vegetação que o recobre, o clima e o tempo que levou para se formar, se há interferência humana (mexendo no solo ou acrescentando nutrientes), vegetação, etc.

Verifica-se que, em climas mais secos, o solo apresenta mais sais minerais em sua superfície, devido à evaporação da água; já em climas úmidos, a água se infiltra, carregando os sais minerais para regiões mais profundas.

Os tipos de solo são: arenoso, argiloso, humoso e calcário, além do silte.

Cada tipo possui características próprias, de acordo com a seguinte divisão: densidade, formato, cor, consistência e formação química.

Materiais

- sacos plásticos ou vidros com tampas;

- etiquetas para identificação de amostras;

- kit de jardinagem para cavar o solo;

- fita de pH ou pHgâmetro;

- bandeja plástica;

- jornal;

- folha branca.

Estratégias

1) Pedir aos alunos que formem grupos de quatro integrantes.

2) O professor deve combinar algumas regras para a coleta:

a) Marcar uma área de aproximadamente 10 cm de lado.

b) Cavar a uma profundidade de 10 cm.

c) Coletar a amostra e colocar no saco plástico.

d) Etiquetar com os devidos dados: local (sombreado ou não); características (presença ou não de matéria orgânica, cor do solo, etc.).

3) Ir a outro local e realizar o mesmo procedimento.

4) Trazer as amostras para análise e, sobre folhas de jornal, dividir cada amostra em duas partes: a primeira, numa folha branca, para observar a granulação; o restante deve ser colocado em um vidro com tampa, no qual, a seguir, se acrescentará água. Agitar o vidro e observar a presença de: matéria orgânica (húmus), que ficará na superfície; areia, no fundo; e argila, também no fundo. Registrar as devidas observações.

5) Realizar o mesmo procedimento com a segunda amostragem.

6) Organizar os dados em uma tabela, conforme sugestão abaixo:

 
Amostra I
Amostra II
Tipos de grânulos observados
   
Composição observada através da decantação
   


7) Comparar os dados obtidos pela turma.

8) Realizar uma síntese dos dados na lousa e solicitar que registrem no caderno.

Dicas

1) Leitura complementar: Formação e tipos de solo

2) Realizar a mesma experiência com solos arenosos e argilosos.

3) Ver, no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, os vídeos sobre solo.

 

Cristina Faganeli Braun Seixas
é bióloga e professora da Fundação Bradesco (Unidade I - Osasco).

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