Esquistossomose





Autor Cristina Faganeli Braun Seixas




Objetivos

- Conhecer o ciclo da esquistossomose.

- Identificar os hospedeiros (intermediário e definitivo).

- Identificar o vetor da doença, seus sintomas, bem como as medidas profiláticas.

Comentários

A esquistossomose é uma doença comum no Brasil e é causada por um pequeno verme platelminto, denominado Schistosoma mansoni que, tendo caramujos como hospedeiros intermediários, tem a água como meio de transmissão e, ao atingir a fase adulta, vive nos vasos sanguíneos do homem. Os vermes adultos alcançam até 12 mm de comprimento por 0,44 mm de diâmetro e vivem em pequenas veias do intestino e do fígado do homem doente, denominado de hospedeiro definitivo.

O hospedeiro intermediário é um molusco de água doce, pertencente ao gênero Biomphalaria, conhecido popularmente como caramujo. Os caramujos vivem e procriam na água doce de córregos, riachos, valas, alagados, brejos, açudes, represas ou outros locais onde haja pouca correnteza. Os caramujos jovens alimentam-se de vegetais em decomposição e de folhas verdes; põem ovos, dos quais, depois de alguns dias, nascem novos caramujos. Das várias espécies de caramujos existentes em nosso meio, três mostraram-se capazes de se infectar com o S. mansoni: Biomphalaria tenagophila, B. glabrata e B. straminea.

O ciclo reprodutivo do verme ocorre em duas fases: uma no interior do caramujo e outra no organismo do homem. Este, quando doente, elimina ovos do verme juntamente com as fezes. Em contato com a água, os ovos rompem-se e libertam os miracídios, que são larvas ciliadas, que nadam ativamente e penetram nos caramujos. No caramujo, realiza-se um processo de desenvolvimento e, ao final de vinte a trinta dias, é alcançada a última fase larvária, que são as cercárias, iniciando-se a sua eliminação. As cercárias libertam-se e nadam ativamente, podendo permanecer vivas por algumas horas, dependendo das condições ambientais. Ao penetrar na pele de pessoas, iniciam nova fase de seu ciclo. No homem, as cercárias alcançam a corrente sanguínea, passando pelos pulmões e coração, até chegar ao fígado. Este processo dura em torno de dez dias. No vigésimo sétimo dia, já se encontram vermes acasalados e a postura de ovos pode começar no trigésimo dia. A partir do quadragésimo dia, ovos podem ser encontrados nas fezes.

A transmissão depende: da presença de portador humano, eliminando ovos do verme nas fezes; da existência de hospedeiro intermediário, que é o caramujo; e, finalmente, do contato do homem com a água contendo cercárias de S. mansoni. O período de incubação geralmente é de quatro a seis semanas após a infecção. O homem, uma vez infectado, pode continuar eliminando ovos por vários anos, particularmente se ocorrer reinfecção.

A maioria das pessoas é assintomática. Aquelas com sintomas podem se apresentar em fase aguda ou em fase crônica. Na fase aguda, alguns sintomas podem ser: surge inicialmente coceira e vermelhidão no local de penetração da cercária, podendo apresentar febre, sudorese, cefaleia, dores musculares, cansaço, inapetência, emagrecimento, tosse, dor abdominal e o fígado fica um pouco aumentado e doloroso à palpação. Já na fase crônica, o sintoma mais comum é a diarreia, mas também pode acontecer perda de apetite, cansaço e dor abdominal à palpação. Pode haver aumento do volume abdominal, por ascite. Esta forma é observada freqüentemente nas áreas em que ocorrem mais casos no Brasil: Nordeste e Minas Gerais.

Materiais

- tiras contendo palavras-chave, tais como: esquistossomose, vetor, água, ciclo reprodutivo, cercária, homem, miracídios, sintomas, etc.

- livros para pesquisa.

Estratégias

1) Preparar uma caixa contendo diferentes livros que os alunos usarão para pesquisar sobre o tema proposto.

2) Colar na lousa as tiras com as palavras-chave.

3) Solicitar que os alunos se organizem em duplas e pesquisem o assunto, relacionando-o com as palavras fixadas na lousa.

4) Os alunos desenham ou esquematizam o ciclo da doença nos cadernos.

5) Os alunos elaboram, individualmente, um texto contendo as palavras-chave e sua relação com a doença.

Cristina Faganeli Braun Seixas
é bióloga e professora da Fundação Bradesco (Unidade I - Osasco).

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