Forma física, corpo perfeito e consumismo

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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    "O nascimento de Vênus", pintado por Sandro Botticelli, por volta de 1485

    "O nascimento de Vênus", pintado por Sandro Botticelli, por volta de 1485

Vale tudo para obter um corpo perfeito? Os fatos indicam que não, como se pode ver por relatos publicados na imprensa. Não bastasse isso, os especialistas da área médica alertam constantemente para os perigos de cirurgias desnecessárias, de usar produtos químicos inadvertidamente, de apelar para profissionais (nem sempre da área médica) que fazem o serviço a preços módicos. Mesmo assim, é crescente o número de pessoas que se dispõem a realizar os mais variados procedimentos, em busca do corpo dos seus sonhos - ou daquele que a moda e os meios de comunicação apresentam como perfeito. Só para dar um exemplo, uma pesquisa da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência mostrou que as cirurgias estéticas em adolescentes aumentaram 141% em quatro anos. Diante desse quadro, é o caso de se perguntar: teria o corpo perfeito se transformado também num objeto de consumo? O consumismo, afinal, chegou à forma física e à anatomia, assim como tem invadido vários outros aspectos da vida contemporânea?

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