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Redações Corrigidas - Outubro/2015 O sucesso vem da escola ou do esforço individual?

Zulk Ben/Divulgação
Filho de pedreiro e catadora se forma em direito e homenageia pais no PI Imagem: Zulk Ben/Divulgação

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

2015-10-01T07:00:00

01/10/2015 07h00

De modo geral, não é segredo para ninguém que a realidade da educação brasileira enfrenta há muito tempo uma situação complicada. Não faltam exemplos que evidenciam a baixa qualidade do ensino no país. No Enem do ano passado, por exemplo, enquanto 8,5% dos alunos tiraram zero na prova de redação, a nota máxima foi obtida por apenas 0,004%. Agora, uma pesquisa acaba de revelar que ao menos um de cada cinco estudantes do 3º ano do ensino fundamental da escola pública não atinge níveis mínimos de alfabetização em leitura, escrita e matemática. No entanto, mesmo diante desse panorama, não é difícil encontrar casos de sucesso e superação entre os estudantes brasileiros, como mostram três reportagens publicadas pelo UOL Educação em setembro, integrantes da coletânea de textos que informa esta proposta de redação. Levando em conta esses diferentes fatos, é o caso de se perguntar: o sucesso nos estudos depende mais do esforço individual do que de escola eficientes, capacitadas para produzir os resultados que dela se esperam? Desenvolva uma dissertação argumentativa sobre o tema, expondo e defendendo o seu ponto de vista sobre essa questão.

  • Pátria educadora

    Ao menos um a cada cinco estudantes no 3º ano do ensino fundamental da escola pública não atinge níveis mínimos de alfabetização em leitura, escrita e matemática. Esse número foi obtido com base nos dados da ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), divulgados nesta quinta (17) pelo MEC (Ministério da Educação). A ANA é uma avaliação diagnóstica para o Pnaic (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa). O MEC apresentou os resultados da ANA em percentuais por nível de proficiência (o quanto os alunos sabem): em leitura, 22,21% estão no nível 1 -- o que significa que 1 a cada 5 alunos não está no padrão mínimo. Na área de escrita, 34,46% deles estão nos níveis 1, 2 e 3 de escrita -- ou seja, 1 a cada 3 estudantes não atende o padrão mínimo. Já em matemática, o resultado é mais dramático: 57,07% estão nos níveis 1 e 2. 

    [UOL Educação]

  • Apoio dos pais

    Filho de pedreiro e de catadora de castanhas, o estudante de direito Ismael do Nascimento Silva, 25, emocionou quem estava presente na colação de grau dele ocorrida em Teresina (PI), na noite da última sexta-feira (11). O jovem subiu no tablado da área de entrega do diploma carregando um banner destacando a origem humilde da família. "O filho do pedreiro com a catadora de castanhas também venceu", dizia a faixa com a hastag #MeusPaisMeusHeróis. A história de superação de Silva ganhou as redes sociais no fim de semana com a divulgação das fotos da formatura pela empresa que registrou as imagens. (...)"Meus pais me deram oportunidade para que eu conseguisse me formar em direito. Apesar de não terem condições, me deram assistência financeira para me manter no curso. Os dois entraram na colação de grau comigo porque são meus maiores exemplos de humildade, honestidade, dedicação e amor", afirmou o novo advogado.

    [UOL Educação]

  • Estudando atrás das grades

    Sob aplausos de aproximadamente cem pessoas, Venilton Leonardo Vinci, 55, tornou-se, na quinta-feira (3), o primeiro detento do Estado de São Paulo a conseguir formação de nível superior exclusivamente em regime fechado. Formado em pedagogia, Vinci terminou o ensino médio atrás das grades e, graças a uma parceria com uma universidade que oferece a modalidade de ensino à distância, conseguiu o diploma. O próximo passo, segundo ele, é iniciar a pós-graduação. A cerimônia de colação de grau ocorreu na Penitenciária 1 de Serra Azul, presídio de segurança máxima no qual Vince é interno. "Só me resta agradecer. Primeiramente, a Deus. Depois, à direção desta unidade, que acreditou na educação e, principalmente, ao ser humano. Quero ser o espelho de uma nova realidade, pois hoje me torno um pedagogo", disse ele, logo após receber o diploma e ser ovacionado por parentes, colegas de presídio e professores.

    [UOL Educação]

  • Campeã em evento mundial

    A brasileira Alice Cunha da Silva, de 25 anos, foi a vencedora da Nuclear Olympiad (Olimpíada Nuclear, em tradução livre), evento mundial voltado a estudantes que estejam interessados no desenvolvimento global de técnicas nucleares. A jovem cursa o quinto e último ano da faculdade de engenharia nuclear, na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e foi classificada com mais quatro pessoas para a fase final da olimpíada, realizada nesta quinta-feira em Viena, na Áustria. O primeiro desafio da estudante foi produzir um vídeo de até um minuto sobre algum assunto relacionado à área. Para cumprir a tarefa, Alice se inspirou em um drama familiar. "Minha avó tem câncer e passou por tratamentos nucleares para se curar. Esse tema estava extremamente perto de mim e da minha família. Não tinha como eu fazer um vídeo sobre outra coisa", explicou em entrevista realizada em julho deste ano. Até o fechamento do texto, o vídeo da estudante havia sido visualizado 32.032 vezes. O vídeo foi avaliado e Alice passou para a última etapa, onde precisou fazer uma dissertação sobre a produção de radioisótopos e apresentar para os juízes da competição.

    [UOL Educação]

  • Observações

    Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

    A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de outubro de 2015.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de novembro de 2015.

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica foram aceitas até 2012.

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