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Redações Corrigidas - Fevereiro/2019 Posse de armas: mais segurança ou mais perigo?

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro comparou a caneta a uma arma, ao assinar o decreto que facilitou a posse de armas no Brasil Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

2019-02-01T05:00:00

2019-02-01-05:00

No dia 15 do mês de janeiro passado, o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que facilita a posse de armas no Brasil, em meio a críticas a governos anteriores. A medida foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União” e teve efeito imediato. Já está em vigor. Facilitar o acesso às armas de fogo foi uma das bandeiras de campanha de Bolsonaro, quando candidato, em nome do direito à legítima defesa. No entanto, a posse de armas é uma questão muito polêmica. Com a ajuda dos argumentos apresentados na coletânea e com suas próprias ideias sobre o assunto, redija uma dissertação argumentativa, posicionando-se em relação ao decreto presidencial: você acha que ele aumentará a segurança dos cidadãos ou vai aumentar o nível de violência no campo e nas cidades brasileiras?

  • A opinião do presidente

    “O governo à época buscou negar o direito [à posse de armas]. O povo decidiu por comprar armas e munições e não podemos negar o direito”, disse o presidente Jair Bolsonaro ao assinar o decreto. Ele se referia ao referendo do desarmamento, feito durante o primeiro governo Lula, em 2005. À época, 64% da população votou a favor do comércio de armas. “Para lhes garantir esse legítimo direito à defesa, eu, como presidente, usarei essa arma (em referência à caneta)”, disse no momento da assinatura.

    Folha de S. Paulo

  • O que é posse de arma?

    É uma autorização emitida pela Polícia Federal para que um cidadão possa ter uma arma que não seja de calibre restrito dentro de casa ou no lugar de trabalho, contanto que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento.

    BBC Brasil

  • Argumentos a favor

    • O decreto levou em conta critério objetivo que identifica locais com alta violência.

    • No referendo de 2005, a maioria da população se manifestou a favor do direito de comprar uma arma.

    • Bolsonaro foi eleito pela população e já defendeu abertamente mudanças no Estatuto do Desarmamento.

    • O decreto diminui as dificuldades para comprar e ter a posse de armas.

    • Também desvincula a posse de arma da subjetividade do delegado da Polícia Federal, que era quem autorizava a compra de arma quando a pessoa solicitava com alegação de necessidades pessoais.

    • Com a ampliação da validade do registro de posse, será mais fácil manter os armamentos legalizados.

    • A arma registrada ficará na residência da pessoa que a registrou.

    • Atualmente, apenas “as pessoas de bem” estão desarmadas.

    • Criminosos terão medo ao invadir uma casa para cometer um assalto.

    • A arma de fogo serve como proteção pessoal e é como uma faca, que também pode matar.

    • Países como os Estados Unidos permitem que o cidadão tenha uma arma em casa, como garantia da democracia.

    G1

  • Argumentos contrários

    • A circulação de armas vai aumentar – e mais armas significam mais mortes.

    • O referendo de 2005 foi sobre o comércio de armas, e não sobre a posse de armas.

    • Segundo pesquisa do Datafolha, a maioria da população é contra a posse de armas.

    • O decreto considera um estudo de 2016 como referência para permitir a posse de arma e não leva em conta dados recentes e realidades diferentes entre os estados.

    • Levantamentos mostram que a maior parte das armas de fogo utilizadas em ocorrências criminosas foram originalmente vendidas de forma legítima a cidadãos autorizados, que depois tiveram a arma desviada ou subtraída.

    • O decreto extrapola a competência prevista para o Poder Executivo, e não houve discussão sobre o assunto no Congresso e na sociedade.

    • É um chamariz para a população, mas não trará melhorias para a segurança pública.

    • O poder público se omite e entrega o cidadão à própria sorte.

    • Mais armas em casa trazem riscos de acidentes com criança, suicídio, briga de casais e discussões banais.

    • Apresenta brechas ao não especificar se haverá fiscalização para checar as informações declaradas e também ao tratar a posse de arma por comerciantes.

    • Haverá menor controle das condições psicológicas e dos antecedentes criminais de quem tem a posse de arma.

    G1

  • Como enviar sua redação

    Seu texto deve ser escrito na modalidade formal da língua portuguesa.

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.

    A redação deve ser digitada e ter, no mínimo, 800 caracteres e, no máximo, 3.000 caracteres.

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de fevereiro de 2019.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de março de 2019.

    A redação pode ser enviada para o e-mail: bancoderedacoes@uol.com.br

Redações corrigidas

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