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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Fevereiro/2019 Posse de armas: mais segurança ou mais perigo?

Redação corrigida 260

Escudo armamentista

Erro Alteração Correção

A posse de arma é quando uma pessoa tem tanto em sua casa, como em uma chácara ou até mesmo em um local de trabalho uma arma de fogo. O mesmo se aplica para os acessórios e munições. Caso a posse seja ilegal, o tempo estimado de prisão é de até 6 seis anos, além também do pagamento de uma multa.

Em 2005, foi feito um referendo a favor da posse de armas, onde chegaram a uma conclusão em que se chegou ao resultado de que 64% da população estava sim estava, sim, a favor do acesso facilitado a armas de fogo.

Com a legalização da posse, a população brasileira terá uma maior facilidade em alguns recursos onde a ampliação da validade do documento foi feita de 5 para 10 anos, possibilitando assim uma facilidade maior com que os armamentos se mantenham legalizados.

Segundo a Revista Época: “Armas estão entre os bens mais valorizados por ladrões. São um motivo a mais para o assalto.”, onde a “ilusão de segurança” começa a partir do momento em que um familiar pensa que terá tempo de perceber um assalto e poderá reagir, onde muitas vezes não é o que de fato acontece.

Portanto, é dado por um consenso geral que a posse de armas é um direito de todo cidadão para auto defesa autodefesa, porém a partir do momento em que alguém tem uma arma, automaticamente essa pessoa vai estar em risco, ou seja, o Brasil pode ter sim a facilidade no acesso de armas desde que a sociedade tenha um pensamento maduro a respeito do assunto.

Comentários

Desde o título que nada tem que ver com a redação, o fato é que o texto só traz um esboço de uma dissertação e ainda assim nos parágrafos finais. Também deixa a desejara em termos de coerência e coesão.

Competências

• 1) Em termos de linguagem, o texto até poderia ser mediano, pois o autor sabe construir frases corretas, sem problemas graves de ortografia e pontuação. O problema é que ele não sabe articular as frases entre si. O exemplo mais evidente disso é o uso incorreto e repetido do pronome “onde” no lugar de outros conectivos.

• 2) A começar pela definição tautológica da ideia de posse de arma logo no primeiro parágrafo, o texto tem caráter expositivo e não argumentativo, como a proposta exige. Apenas nos dois parágrafos finais há vestígios de uma argumentação e de uma conclusão, bem como do entendimento do tema.

• 3) Sendo o texto basicamente expositivo, a argumentação e a defesa de um ponto de vista ocorrem sumariamente nos dois parágrafos finais, o que não é suficiente para preencher os requisitos desta competência. Diga-se, ainda, eu o argumento principal não é do autor, mas de uma revista que ele cita.

• 4) Do mesmo modo que não sabe conectar as frases, o autor também não sabe conectar os parágrafos, demonstrando a precariedade no uso dos recursos linguísticos que dariam a coesão necessária a um texto dissertativo-argumentativo.

• 5) Não há uma sugestão de intervenção para o problema. Há uma exposição de que falta maturidade para o povo brasileiro ter direito à posse de arma. Isso pode até ser um fato, mas cabia ao autor apontar caminhos para superar essa imaturidade.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 80
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 80
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 80
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 20
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0
Nota final 260

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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