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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Fevereiro/2019 Posse de armas: mais segurança ou mais perigo?

Redação corrigida 520

Armar-se para atirar no pé

Inconsistente Erro Correção

Hodiernamente, no Brasil, a violência parece infindável, mas isso não justifica ações precipitadas como armar os cidadãos para se auto defenderem autodefenderem. Não há problema nenhum em alguém desejar comprar uma arma como medida de proteção pessoal ou de seus familiares familiares, quando este achar achar necessário e se sentir mais seguro assim. O direito à compra de arma nunca foi negado aos cidadãos brasileiros, o que havia antes das mudanças no Estatuto do Desarmamento era mais burocracias, tais como restrição, por meio de normas como a comprovação da necessidade de se ter uma arma, arma e o limite reduzido da validade do registro de posse, dentre entre outras. O verdadeiro problema está nessas mudanças, facilitar o porte significa dar aval para uma grande abertura de entrada de armas no país, e país e, sem uma administração rígida e honesta de fiscalização fiscalização rigorosa e honesta, logo essas armas servirão não para a proteção do cidadão de bem e sim para abastecer e munir as organizações criminosas e indivíduos mal intencionados.

É fato conhecido em todo o mundo que parte das armas de fogo que são vendidas legalmente e por algum motivo são extraviadas ou surrupiadas furtadas, acabam nas mãos de entidades criminosas. Com um volume maior de armas circulando, a tendência é que maior também será a quantidade de armas destinadas para o crime. Sendo assim, os crimes com arma de fogo serão mais frequentes, e os índices de violência, mortes, tiroteios e ataques terroristas irão se elevar drasticamente.

Além desses casos, onde em que armas regularizadas tomam uma direção errada, há ainda os casos onde pessoas autorizadas e armadas legalmente, como policiais e militares, usam suas armas de forma ilícitas, ao ponto de cometerem homicídios. O feminicídio é um exemplo incontestável disso, onde comumente vemos nos noticiários pessoas que foram treinadas e preparadas para portar armas e por alguma vulnerabilidade as usam agindo com violência desregrada. Pouco mais de 40% das mortes de mulheres no Brasil foram homicídios que aconteceram em casa por meio de arma de fogo. Em 2018, a OMS revelou-nos como o quinto país que mais mata mulheres e o nono país mais violento do mundo. Esses dados são de suma importância para reconsiderar a flexibilização da posse de armas.

Ademais, o aumento da violência não é a única a preocupar preocupação, existem mais facetas da realidade de nossa sociedade. A considerada doença do século tem nos atingido como uma epidemia, cada vez mais jovens e adultos são diagnosticados com depressão. Uma arma em casa, pode casa pode ser letal à a essas pessoas também, fora os acidentes que podem ocorrer mesmo para os que não tinham intenção de suicídio.

Quando o governo faz uma ação liberativa como esta, o mínimo a se esperar é que sejam mais específicos para que não deixem espaços para outros agirem de forma maldosa. De outro modo, a impressão que nos passa é que o Estado está lavando as mãos e nos deixando por conta própria para fazer nossa segurança.

Acenderia os ânimos dos que temem os resultados deste desse decreto, se o governo se posicionasse com mais firmeza, preenchendo as questões vagas. Algumas soluções possíveis seria seriam a intensificação da fiscalização de informações declaradas dos que adquirirem a posse de arma e dos comerciantes do produto; verificação de antecedentes criminais e controle intenso das condições psicológicas de quem tem a posse.

Comentário geral

Texto razoável, prejudicado por questões pontuais graves e pela prolixidade. O autor deveria esquematizar as ideias que tem em mente, distinguir as principais das secundárias, ater-se às mais importantes, de modo a ser mais sintético.

Competências

• 1) A prolixidade é o principal problema de linguagem do texto. É ela quem induz o autor a não só a erros gramaticais, mas também a perder o foco dos argumentos ou a falar em vão, como no último parágrafo, onde propõe sugestões de intervenção que o decreto já contempla. O que são “entidades criminosas”? A expressão é vaga e ambígua. E o uso do verbo “acender”, no início do último parágrafo, não faz o mínimo sentido.

• 2) Até que ponto há compreensão do tema, quando o autor confunde conceitos básicos da proposta como a diferença entre posse e porte de arma? Ou então afirma que a posse de armas de fogo vai implicar ataques terroristas? Isso demonstra desconhecimento de atualidades. Os terroristas têm usado vans e caminhões para promover atentados, além de bombas, carros-bomba, etc. Nesta competência, de positivo, só se pode apontar o caráter dissertativo do texto.

• 3) Por que flexibilizar a posse de armas vai aumentar a entrada de armas no país? O autor não explica e as armas já entram ilegalmente pelas nossas fronteiras em quantidades bem significativas. Mas o pior da argumentação está no terceiro parágrafo, em que o autor assume que a maioria dos autores dos feminicídios é cometida por policiais ou agentes de segurança. De onde essa ilação foi extraída? O autor não explica e perde o foco, passando a expor dados sobre o feminicídio no Brasil.

• 4) O texto é relativamente coeso, principalmente considerando-se sua prolixidade. É o mérito que se pode apontar na avaliação desta competência, mas há problemas, como no quinto parágrafo, em que o sujeito “governo”, no singular, é sucedido por verbos no plural (“sejam” e “deixem”).

• 5) Desconsiderando o fato de o parágrafo começar de modo tão inadequado, que prejudica seu sentido, como já se disse, há ainda ambiguidades como “se posicionar com mais firmeza” e “preencher as questões vagas” e o fato de as sugestões já serem contempladas pelo decreto.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 120
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 120
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 80
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 120
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 80
Nota final 520

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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